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Rio de Janeiro, 25 de julho de 2024


Esporte

Audiovisual encurta distâncias no esporte

João Pedroso de Campos - Do Portal

25/02/2013

 Nicolau Galvão As leis de incentivo ao audiovisual brasileiro, como a que determina o conteúdo mínimo de produção nacional na TV por assinatura e o Fundo Nacional de Cultura (FNC), vinculadas ao Ministério da Cultura, ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e à Agência Nacional do Cinema (Ancine), têm dado alternativas às grades de programação dos canais a cabo e aquecido o mercado de produção independente no país. A RioContentMarket aproximou das oportunidades quem produz auxiliado por estas políticas públicas e, além disso, deu espaço para diretores de grandes empresas exporem a importância das parcerias com estes produtores independentes.

Na Mesa Esporte, Evento e Branded Content, executivos de canais por assinatura que não têm direitos de transmissão sobre Copa do Mundo e Olimpíadas, como Fox Sports, ESPN e Bandsports, apontaram dificuldades e soluções que possibilitem coberturas jornalísticas de qualidade e compensem a falta destes direitos. As dimensões continentais do Brasil foram apontadas como principal obstáculo a estas empresas que, por não terem equipes por todo o país, teriam custos alavancados por deslocamentos e hospedagens.

João Palomino (foto acima), diretor da ESPN Brasil, se impressiona com os 3.172 quilômetros que separam as sedes Natal e Porto Alegre, “a maior da história das Copas do Mundo”, e afirma que estas distâncias tornam inevitáveis as parcerias com produtoras.

– Não temos os direitos de transmissão, mas temos a obrigação de uma cobertura jornalística e ter alguns produtos relacionados à Copa do Mundo. A associação com produtores, aqui, vai ser inevitável. Temos uma ideia de cobertura global para a Copa, Estados Unidos, México e Argentina participarão conosco, vários grupos têm vindo ao Brasil. Os americanos, inclusive, já manifestaram interesse em realizar, juntamente com produtoras brasileiras, um documentário que mostre o Brasil durante o mundial.

 Nicolau Galvão Já as formas de financiamento, como o Fundo Setorial Audiovisual (FSA), carro chefe do incentivo ao audiovisual, e a maleabilidade de produções independentes nas programações durante os grandes eventos esportivos são observados como viabilizadores destas parcerias.

O diretor de produção e operações da Bandsports, Evandro Figueira (foto), explicou que a empresa ainda não está aberta ao FSA, cujos recursos vêm de contribuições recolhidas por agentes do mercado, principalmente da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) e do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), mas tem analisado suas condições.

– Primeiramente, o conteúdo tem de ser do interesse do canal, sejam eles programas de 26 minutos, 52, ou produtos diferenciados, menores, que acabam se encaixando na programação. No esporte, às vezes não conseguimos nos expandir por todas as leis de incentivo, mas temos observado o mercado e vemos que o Fundo Setorial é bem-vindo.