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Rio de Janeiro, 19 de julho de 2018


Meio Ambiente

Embaixador esclarece, na PUC-Rio, pretensões da Rio+20

Gabriela Caesar - Do Portal

31/10/2011

 Jefferson Barcellos

Energia, cidades, oceanos serão alguns dos oito temas a serem discutidos para a consolidação do desenvolvimento sustentável – tanto na área ambiental quanto na econômica –, na Rio+20, em junho do próximo ano. Os chefes de Estado participarão de mesas redondas sobre “temas do futuro”, escolhidos pela sociedade, adiantou também o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador-chefe do Ministério das Relações Exteriores, sexta-feira passada (28), na PUC-Rio. Ele acrescentou que o histórico da conferência Rio-92 – na qual se assinou a convenção sobre mudanças de clima –aumenta a responsabilidade da Rio+20. Aos aproximadamente 120 espectadores reunidos no auditório do RDC, entre professores, visitantes e estudantes, Corrêa do Lago destacou ainda a importância da mobilização da sociedade para o êxito da iniciativa (assista à íntegra).

O embaixador esclareceu que, por ser uma conferência "isolada", a Rio+20 será mais livre e não terá estrutura rígida sobre os pontos a discutir, como os referentes a produção e consumo. Na avaliação dele, deve haver esforço, por meio de cultura e educação, para solucionar conflitos decorrentes do objetivo de tornar o padrão menos consumista mais atraente:

– Os países desenvolvidos dizem que os países em desenvolvimento devem produzir menos, mas, ao mesmo tempo, eles criam esses padrões. Eles (países desenvolvidos) devem mostrar quais padrões são atraentes, viáveis.

 Jefferson Barcellos

Corrêa do Lago afirmou que as reuniões do G20, grupo que reúne países mais ricos, não substituem as conferências obrigatórias e específicas sobre temas ambientais, como a de Copenhagen. O embaixador admitiu, porém, que o grupo começa a tratar de forma mais efetiva assuntos como energia e clima. Ele lembrou que, quando a Rio+20 foi proposta, não recebeu, inicialmente, amplo apoio na ONU. Pois, ainda segundo o embaixador, havia incertezas tanto dos países desenvolvidos quanto dos em desenvolvimento, além do outro obstáculo: “o calendário não apreciável”.

Ele ressalvou, no entanto, que o Brasil de hoje não pode ser comparado ao de 1992, apesar do bom resultado há 20 anos. Para Corrêa do Lago, espera-se muito mais do Brasil: “Temos de entender de questões que estão distantes do dia a dia e ter preparo para trazer grandes contribuições”, enfatizou.