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Rio de Janeiro, 25 de junho de 2022


Meio Ambiente

PUC-Rio assina convênio com a ONU Habitat

Igor de Carvalho - Do Portal

04/10/2011

 Lucas Terra

As preocupações com as consequências das mudanças climáticas no espaço urbano, ou o habitat humano, antecipam a realização do encontro Rio+20, a ser realizado em junho de 2012, no Rio de Janeiro. Na segunda-feira, dia 3 de outubro, Dia Mundial do Habitat, a PUC-Rio assinou um convênio com a ONU Habitat, grupo que procura refletir sobre o estado das cidades e os direitos básicos de todos, credenciando-se como uma das universidades parceiras no desenvolvimento de estudos e projetos na área, além de lembrar a responsabilidade de todos para preservar o habitat humano.

Para o reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira S.J., a associação com o grupo da ONU é um avanço na busca por um equilíbrio para uma sociedade “socialmente mais justa e ecologicamente correta”. Apesar de torcer pelo sucesso do encontro Rio+20, o reitor ainda tem receios quanto aos resultados.

– O Brasil é excelente em assinar acordos signatários, mas a prática acontece sempre de forma muito lenta. Faltam também referências internacionais na luta contra os problemas das mudanças climáticas – afirmou padre Josafá, ressaltando o papel da PUC-Rio na busca por convênios internacionais.

O diretor da ONU Habitat na América Latina e Caribe, Alaim Grimard, acredita que um dos principais temas de debate na Rio+20 é a questão da moradia e do processo de urbanização das cidades. Segundo ele, é preciso pensar em formas de reagir frente ao crescimento da população mundial:

– Precisamos começar a desenvolver essa discussão a partir de ações locais, pois a alteração do clima trará consequências aos países costeiros, afetando principalmente os mais pobres. Não podemos manter esse nível de consumo atual.

Segundo o diretor do Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente (Nima), Luiz Felipe Guanaes, um dos papéis da universidade é a busca por soluções para os problemas, “desde que existam espaços políticos para as nossas ações”. Para ele, o grande desafio está em mudar a si mesmo, para depois ir à busca por aliados.

– Não conseguimos mostrar essa questão ambiental de forma ampliada. Temos que mostrar para os alunos do Ensino Fundamental e Médio, fazer com que as crianças percebam o contexto em que estão inseridos. Agir com coisas pequenas, mas concretas – evidencia Guanaes.

Para padre Josafá, a reeducação das pessoas passa pela participação do discurso ético em algumas disciplinas:

– Precisamos mudar nossos hábitos para construir novos costumes, com a contribuição da parte ética.