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Rio de Janeiro, 25 de maio de 2024


Ciência e Tecnologia

Uma mente brilhante

Glaucia Marinho - Do Portal

10/01/2008

Às 33 medalhas já conquistadas mundo afora, cuidadosamente guardadas no seu apartamento na Tijuca, o carioca Fabio Dias Moreira acaba de acrescentar mais uma: vencedor da última Olimpíada Internacional de Matemática, aos 20 anos o estudante é dono de um pequeno tesouro, uma mente brilhante e uma agenda carregada: cursa as graduações de Matemática e Física concomitantemente na PUC-Rio e desde dos 17 anos é aluno do mestrado em Computação Gráfica no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, o IMPA. Toda essa destreza lhe rendeu um apelido, só compreensível aos iniciados: cotangente de PI.

 Filho de um engenheiro, Fábio sempre foi estimulado pelo pai a estudar matemática e brincar com a calculadora. Aos 5 anos já lia e fazia as quatro operações matemáticas. Aos 10, Fábio desponta para o mundo da matemática, sua professora viu o potencial do aluno e o inscreveu para a sua primeira maratona de matemática. Ela estava certa que Fábio teria um bom desempenho e acertou. Ele ganhou a primeira medalha de ouro. Hoje ainda é membro do Comitê de Olimpíadas de Matemática do Rio de Janeiro. Depois da primeira medalha não parou mais, concorreu a várias olimpíadas nacionais e internacionais, ganhou medalhas de ouro, prata e bronze. Não parou na matemática. Em 2004, Fábio decidiu diversificar e ganhou ouro na 7° Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na 16° Olimpíada Brasileira de Informática. Com as olimpíadas deu a volta ao mundo e conheceu vários países como Ucrânia, Japão, Grécia, Bulgária.

Fábio sempre mostrou interesse pela matemática, lia os livros no inicio do ano letivo, para se interar com a matéria que seria dada. Os professores percebiam o esforço do aluno e sempre o auxiliavam passando mais questões e questões mais difíceis sobre a matéria. “Com estudo e com o tempo, as manipulações básicas da Matemática, como as expressões, se tornam mecânicas de tão automáticas. A impressão que tenho é que a grande dificuldade não é aprender os métodos, mas você saber entender os conceitos matemáticos e trabalhar com eles naturalmente, de forma que eles não se tornem obstáculo, mas uma ferramenta para você estudar problemas da vida real”, diz. Mesmo com a facilidade, no período de vestibular Fábio estudava 10 horas por dia, ritmo que ele mantém até hoje para estar em três cursos por dia.