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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Mundo

BRICS negociarão US$ 500 bi até 2015, prevê governo

Caio Lima - Do Portal

17/05/2011

O Salão da Pastoral ficou lotado na manhã desta segunda-feira na abertura do I Seminário Internacional do Centro de Estudos e Pesquisas dos BRICS (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Segundo o reitor da PUC-Rio, padre Josafá Carlos de Siqueira, S.J., a iniciativa é uma oportunidade para os alunos da graduação agregarem mais conteúdo sobre os temas associados ao grupo e “para incentivar o intercâmbio acadêmico entre os países”. Além do reitor, formaram a mesa de abertura o presidente do Instituto Pereira Passos, Ricardo Henriques, e o professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio João Pontes Nogueira. A subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, Maria Edileuza Fontenele Reis, apontou os caminhos para o avanço econômico do bloco, cujo fluxo comercial deve beirar meio bilhão de dólares em quatro anos. 

– O debate desse seminário deve levar em consideração, principalmente, o desenvolvimento sustentável. Outro tema muito importante que deve ser debatido com seriedade é a questão de possíveis crises que possam abalar as economias de algum país membro do BRICS, ou seja, como resolvê-las sem grandes impactos. E, não menos importante, discutir a posição do Brasil no cenário internacional – destacou Nogueira.

A subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, Maria Edileuza Fontenele Reis, apontou alguns deveres de casa para os BRICS corresponderem aos prognósticos de crescente ascensão política e econômica. Segundo ela, o bloco precisa conjugar dois pilares – a coordenação para se manter importante no cenário mundial e a construção de uma agenda sólida, “sem a qual a influência é mínima” – e buscar um terceiro:

– Uma interlocução com países que não são membros, mas que sejam, também, emergentes – opina. – A China já vem buscando esses novos diálogos. No entanto, entendo que, para incorporar países como México e Indonésia, antes é preciso uma maior consolidação do grupo. E quando isso (a inclusão de novos membros) ocorrer, o cuidado será o de inviabilizar a capacidade de tomar decisões, dada a possível diversidade política dos países.

Se os deveres de casa forem cumpridos, Maria Edileuza acredita num salto econômico. Ela prevê um aumento no fluxo de comércio entre aqueles países:

– No ano passado, esse valor era de US$ 220 bilhões. A estimativa é que chegue a US$ 500 bilhões já em 2015.