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Rio de Janeiro, 17 de junho de 2024


Campus

Balanço otimista

Ana Terra Athayde, Carol Vaisman, Fabiana de Freitas e Fabiana Paiva

20/12/2007

O desenvolvimento sustentável não é só uma preocupação dos ambientalistas. Em seu Relatório Anual, o Reitor, padre Jesús Hortal, convocou toda a comunidade PUC-Rio a construir um futuro sustentável para a Universidade. Num clima descontraído e com o auditório do RDC lotado, padre Jesús Hortal fez um balanço das atividades universitárias no ano de 2007.
O fato de a PUC ter sido escolhida para representar o Brasil e discutir questões relacionadas às mudanças climáticas no Colóquio Global de Reitores de Universidades, organizado pela ONU entre os dias 28 e 29 de novembro, mereceu destaque na avaliação feita pelo Reitor. “Ficou uma tarefa desafiadora: como transformar a PUC-Rio numa Universidade sustentável, do ponto de vista ambiental e tornar-se líder na pesquisa e serviços prestados nessa área”, acentuou padre Hortal.

Segundo o Vice-Reitor, padre Josafá Siqueira, a participação no evento dá uma dimensão internacional à instituição e a obriga a possuir uma Agenda 21 local – conjunto de ações que buscam um desenvolvimento ambiental consciente. “Já estou pensando em reunir uma comissão para isso”, afirmou padre Josafá.

Ao falar sobre a situação financeira da Universidade, padre Hortal mostrou-se cauteloso no que diz respeito à cobertura dos custos indiretos da pesquisa contratada. Além disso, informou que o pagamento de ações trabalhistas reduzirá os investimentos durante seis anos. “Vamos tentar conciliar as duas questões: dar uma aposentadoria digna aos nossos professores e manter a capacidade de investimento da PUC”, explicou o Vice-Reitor Administrativo, Luiz Carlos Scavarda do Carmo.

No momento da leitura do relatório, que foi distribuído, na íntegra, por uma edição especial do Jornal da PUC e pode ser lido aqui, o Reitor mostrou ser necessário um maior cuidado com o resultado menos favorável obtido pela Universidade na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mas elogiou o Departamento de Informática, que conseguiu retomar a nota sete, motivo de aplausos e comemoração de todos os presentes. “O nosso curso e o da Coppe são os únicos com nota sete no país”, disse padre Pedro Magalhães Guimarães Ferreira, Presidente da Fundação Padre Leonel Franca, a mantenedora da Universidade.

Futuro de esperança para 2008

Mesmo com as limitações financeiras, o Reitor citou as palavras do Papa Bento XVI, na encíclica Spe salvi, que convocam os cristãos a olhar o futuro com esperança. Não é só padre Hortal que vê 2008 com otimismo. “Estamos trabalhando para criar uma escola médica de graduação [até agora, a PUC só tem uma escola de pós-graduação em medicina]. E também estamos estudando a criação de um núcleo para a terceira idade ligado ao CCBM, o Centro de Ciências Biológicas e de Medicina”, revelou o Vice-Decano Mauro Meirelles Pena.

O futuro Decano do Centro de Ciências Sociais (CCS), Luiz Roberto Cunha, declarou que, para 2008, pretende criar três áreas para a integração de projetos. Uma dessas seria para o desenvolvimento sustentável. “Pretendemos incrementar e criar um pouco mais de atuação entre os departamentos”, disse Luiz Roberto.

Em relação às perspectivas para 2008, Scavarda também aposta na integração e no trabalho em equipe. “Não é só da Administração Central a responsabilidade do futuro da instituição, mas de cada um de nós”, afirmou.

Leia mais sobre a Assembléia Universitária e assista à íntegra do discurso do Reitor.

 Foto: Felipe Corrêa