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Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2022


Cultura

Professora de Comunicação da PUC-Rio lança livro

Luísa Sandes - Do Portal

04/12/2009

 Divulgação

Rita Lee canta que o sexo frágil não foge à luta. Por isso, não provoque, é cor de rosa choque. No livro Os homens de nossas vidas - o que as mulheres conversam no banheiro, Cláudia Versiani, professora de Comunicação da PUC-Rio, mostra que concorda com a mutante. Apesar disso, quando a escritora pôs em seu blog uma votação para que o público escolhesse se a capa do livro seria rosa ou laranja, a segunda opção foi a preferida. O argumento foi que essa história de mulher ser sempre rosa já cansou. Além disso, a cor eleita é quente como elas. Nada mais plausível, afinal o livro trata de pessoas do sexo feminino que presenciaram um momento de quebra de padrões. A obra será lançada na próxima segunda-feira, 7, às 19h, na Casa da Gávea, Praça Santos Dumont, 116.

Em uma coletânea de 33 crônicas sobre relacionamento homem-mulher baseadas em histórias que presenciou ou lhe foram relatadas, a escritora buscou desvendar um pouco do universo feminino. Contextualizado pelo período que transformou a vida da mulher na sociedade, o livro fala sobre uma geração que vivenciou o hippismo, Woodstock, a revolução musical e a novidade da pílula anticoncepcional.

– Em quase todos os episódios procurei reproduzir o que eu e minhas companheiras de geração vivemos. Quis mostrar um pouco de nossas contradições, de nossas incoerências e, sobretudo, de nossa procura – relata Cláudia no prefácio.

A idéia de escrever o livro foi sugerida pelas amigas de Versiani, pois sabiam que a professora sempre adorou escrever. Ela conta que durante os 4 anos em que fez Os homens de nossas vidas - o que as mulheres conversam no banheiro, se divertiu bastante ao ficcionar as histórias.

– As crônicas têm base na realidade, mas também têm fantasias. Romanceei as histórias, inventei nome e cidade e mudei algumas circunstâncias, pois não queria constranger ninguém. Procurei passar o poder feminino e o ponto de vista das mulheres – diz.

Após o lançamento, haverá uma leitura dramática de crônicas do livro. Cláudia quer que o público interaja, pense e pergunte durante o encontro, que terá entrada gratuita. Vão participar atores como Alice Morena, Ana Collete, Ângela Vieira, Catarina Abdalla, Letícia Spiller, Lorena da Silva, Luísa Thiré, Tereza Seiblitz, Paulo Antunes e a própria autora. O ator e marido de Cláudia, Jitman Vibranovski, além de dirigir o encontro, vai ler uma história que fala sobre um homem traído.

– Também quero atingir os homens com esse livro, afinal eles têm curiosidade de saber o que as mulheres tanto conversam. Meu marido, inclusive, escreveu o seguinte na quarta capa do livro: Qual homem não gostaria de ser um mosquitinho para entrar no banheiro feminino e escutar o que as mulheres falam sobre nós? Como elas vêem os homens? Que notas nos conferem? – conta.

Nascida em Belo Horizonte, Cláudia mudou-se para o Rio de Janeiro em 1970 e aqui cursou Ciências Sociais. Chegou a trabalhar na profissão, mas queria mesmo ser cantora e compositora. Fez shows e gravou três discos. Sua versão da música O velho arvoredo, de Paulinho Pinheiro e Hélio Delmiro, foi trilha da novela Anjo Mau, da TV Globo, em 1976. Participou de três peças, dois filmes e duas fotonovelas.

O ingresso de Cláudia na carreira jornalística iniciou-se na coluna Dicas, no Pasquim. A professora se tornou fotógrafa por acaso: como free lancer, viajou pelo mundo durante 15 anos para escrever matérias e tirar fotografias. Foi, ainda, editora de turismo de dois jornais, no Rio e em Brasília. A Maison de France fez uma exposição individual das imagens que compuseram o diário da viagem que Cláudia fez a Paris. A paixão pela fotografia perpetua até hoje. No início do ano, com sua máquina, captou instantes da montagem que o diretor Amir Haddad fez da peça Bodas de Sangue. A professora selecionou algumas dessas fotos para compor o livro Bodas de Sangue – a construção e o espetáculo, que ainda não tem previsão de lançamento.