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Rio de Janeiro, 15 de junho de 2024


Cultura

Tecnologia para incentivar e atrair os leitores mirins

Bianca Baptista - Do Portal

15/09/2009

Bianca Baptista

O mercado infantil e infanto-juvenil compreende 39% dos 95,6 milhões de leitores no Brasil, aponta pesquisa do Instituto Ibope Inteligência. Animadas com os números, editoras participantes da Bienal apostam no casamento entre criatividade e tecnologia para atrair jovens e crianças.

 

No estande Expressão e Expressão, por exemplo, alguns livros  usam tecidos e fragrâncias para estimular o olfato e o tato enquanto a visão das crianças percorre as histórias. Outros exploram cenários em 3D para realçar contos infantis. Livros de banho também revelam-se estratégicos. Com narrativas sobre aventuras nessa hora do dia, buscam incentivar os pequenos mais resistentes à atividade.

 

Segundo Nelson Carvalho, vendedor da editora, o tipo de livro mais procurado por pais e filhos é o musical. Um pequeno aparelho de áudio acoplado à publicação narra a história à medida que a criança lê página por página.

 

Outras editoras adotam avanços gráficos para renovar clássicos como A megera domada e Fausto, de Shakespeare; A divina comédia, de Dante Alighieri; O avarento, de Goethe, todos da coleção Mestres da Literatura Universal produzida pela FTD. Segundo Jo Ribes, assessora da editora, o objetivo é apresentar aos leitores iniciantes autores expressivos de uma forma didática, com ilustrações “caprichadas” para manter a atenção.

 

Editoras também apostam em histórias engraçadas com referências do cotidiano infantil, como a escola e a visita à casa da vovó. Para Gisele Costa, autora do livro Embrulhada para presente, editado pela Rocco, os pequenos valorizam muito as referências do dia a dia:.

  

– As crianças gostam de ler histórias que tenham a ver com elas, que as façam entrar em outro mundo.  

 

A Loyola recorre a outra estratégia para atrair o público infantil na Bienal. Reduz o preço de clássicos como A Bela AdormecidaBranca de Neve (a partir de R$ 4,50). Nelson Carvalho, vendedor de livros há 29 anos, observa que nem sempre o livro infantil apresenta um preço acessível para boa parte dos leitores:

 

– Somente o público com melhor poder aquisitivo tem a possibilidade de adquirir as novidades.

 

Nos estandes da Bienal, pais, mães, filhos garimpam pechinchas, tentam encontrar bons negócios. Para Márcia Menezes, mãe de Júlio, de 6 anos, e de Giovanna, de 2, é importante levá-los à feira mesmo que não se possa comprar (ainda) as publicações desejadas, pois o ambiente estimula a leitura:

 

– Acredito que este cenário da Bienal desperte, em adultos e crianças, a curiosidade, a criatividade, a vontade ler.