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Rio de Janeiro, 25 de junho de 2022


Esporte

Caso Piquet divide opiniões na PUC-Rio

Carolina Barbosa e Paula Araujo - Do Portal

11/09/2009

Divulgação

A polêmica do caso Renault, em que o piloto brasileiro Nelsinho Piquet bateu propositalmente contra o muro, durante o Grande Prêmio de Cingapura, em 2008, voltou à tona nesta quinta-feira, 10, após o piloto confessar sua culpa. Em comunicado divulgado em seu site oficial, o filho do tricampeão mundial da Fórmula-1 Nelson Piquet confirma que cooperou “completa e honestamente” com as ordens do chefe da escuderia, Flavio Briatore, de bater e forçar a entrada do carro de segurança, beneficiando seu companheiro de equipe Fernando Alonso.

Apesar de colaborar com a ação, Piquet afirmou que não será intimidado a agir contra sua vontade novamente e que não tem nada a temer. Nesta sexta-feira, 11, a declaração do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, de que Nelsinho não seria punido, levantou discussões nos pilotis da PUC-Rio.


Pedro Pinho (6° período de Comunicação Social)
– Nada disto é novidade. Toda a situação demonstra que a corrupção sempre existiu e que a sociedade já se acostumou com ela. Piquet confessou tudo para não levar a culpa sozinho, por isso deve ser punido. Obviamente, isto nos atrapalha, ele leva nosso nome.

Thays Guerra (2° período de Comunicação Social)
– Trato é trato. A Renault deve ser punida e se envergonhar por isto, e não Piquet.

Luccas de Oliveira (2° período de Comunicação Social)
– Todos da equipe são culpados e Nelsinho somente obedeceu a eles. Não devemos nos envergonhar como brasileiros, pois Rubinho fez muito pior (no GP da Áustria, em 2002, quando deixou Michael Schumacher ultrapassá-lo na última curva).

Flávio Gomes (jornalista, em seu blog)
– Piquet revela-se dono de personalidade frágil. Não há justificativa para o que fez. Que pedisse demissão, nem corresse, metesse a boca no mundo. Se ele fizesse isso, não estaria em jogo sua vida, sua carreira, nada. Ao contrário, jogaria luz nas trevas da Renault e da F-1, poderia dormir em paz. A carreira do menino acabou. E tenho pena dele. O que fez é desprezível, mas sinto mais pena do que desprezo.

Reginaldo Leme (jornalista, no Arena Sportv)
– Claro que ele fica bastante queimado. Seu futuro na Fórmula 1 é bastante incerto. Eu acho que as equipes, pelo menos nesse primeiro momento, não gostariam de ter o Nelsinho depois de vê-lo envolvido em um escândalo desse tamanho.

Fábio Seixas (jornalista, em seu blog)
– É a atitude mais vergonhosa já tomada por um esportista brasileiro em todos os tempos. É o típico caso em que não há mocinhos. Não interessa mais quem propôs, quem sugeriu, quem analisou, quem aceitou, quem só ouviu falar e calou. Todos os lados estão sujos, imundos. Todos os participantes de tal engodo devem ser banidos do esporte – e ainda não me convenci da inocência de Alonso.

Victor Martins (jornalista, em seu blog)
– Herói ou vilão, este é o maniqueísmo que Nelsinho vai carregar. Talvez tenha sido sua escolha para desviar o foco da avaliação predominantemente negativa que era feita dele como piloto.

Rafael Lopes (jornalista, em seu blog)
– Este incidente ultrapassou todos os limites. Além de antiético, colocou muitas pessoas em risco, prejudicou os outros 18 pilotos na pista (à exceção, é claro, de Fernando Alonso). E não adianta dizer que ele sofreu coação dos chefes. Ou alguém aceitaria pular do oitavo andar de um prédio para evitar uma demissão? Nelsinho pode ter cometido suicídio profissional.

Rodrigo Mattar (jornalista, em seu blog)
– Que equipe da categoria há de contratar um piloto que se presta a esse papel, de jogar um carro no muro, de propósito, pra ajudar seu colega de time? Se com isso Nelson Piquet pensa que o filho vai ter chance de prosseguir na Fórmula 1 em 2010, é melhor não contar com essa hipótese.