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Rio de Janeiro, 1 de outubro de 2022


Campus

A difícil tarefa de cativar os espectadores

Olívia Haiad - Do Portal

29/01/2009

“Isso aqui não será uma palestra, será uma aula”, adiantou a jornalista Vera Iris Paternostro aos estudantes do curso de telejornalismo do Globo Universidade, em parceria com a PUC-Rio. Autora de “O Texto na TV: Manual de Telejornalismo”, considerada uma bíblia da área, ela explicou pontos essenciais da linguagem de televisão.

“O vídeo é só para 1% dos que entram para a TV”, ressaltou Vera, na tentativa de esclarecer um equívoco recorrente: trabalhar na TV é trabalhar no vídeo. A produção de um telejornal, ressaltou a especialista, exige uma conjugação de processos e competências – como fazer um bom texto.

– O desafio por trás das câmeras é fazer algo diferente para que o espectador pare, entenda e assista – sintetizou.

Com a experiência de pioneira do canal Globo News e de profissional da Rede Globo há 35 anos, a jornalista-professora revelou aos estudantes um dos segredos do texto na TV: falar diretamente aos espectadores. Sem rodeios ou linguagem rebuscada, mas com estilo e criatividade:

– Escrever para TV deve ser escrever para os ouvidos, como afirmou o jornalista norte-americano Ted White.

Uma boa imagem vale mais quando associada a uma boa palavra. Os jornalistas precisam saber a hora de falar e a hora de deixar a imagem falar por si só, orientou Vera. A passagem do repórter pode dar um toque especial à matéria, ressaltou a jornalista. Para reforçar a observação, ela exibiu uma reportagem na qual o jornalista Pedro Bial relata uma explosão no atenção – comentou um aluno.

Ver a realidade com os olhos dos outros, acredita Vera Iris, é a grande meta do telejornalismo. No entanto, com a chegada da TV Digital ao país, a especialista prevê que a informação passe a ser interativa. Ela também lembrou aos futuros jornalistas que televisão só funciona com trabalho em equipe: “Se não fizermos parcerias na vida, aonde vamos chegar?”

Iraque de dentro de um buraco. Os alunos concordaram: a criatividade do repórter, unida ao talento do cinegrafista, tornaram a cobertura original.

– O recurso usado por Bial nos leva a imaginar como foi o ataque. Por isso, prende nossa