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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Mundo

Revoluções de independência em debate

Bruna Santamarina - Do Portal

05/12/2008

 Bruna Santamarina A professora da Universidade de São Paulo (USP), Maria Lígia Prado, veio à PUC-Rio, no dia primeiro de dezembro, para a abertura do Seminário Internacional Revoluções de Independência e Construção da Nação na América Ibérica. Ela foi  convidada para uma conferência sobre história comparada.

O Seminário também contou com a participação de professores da PUC-Rio, da Universidade de Kent, na Inglaterra, da Universidade de Quilmes, na Argentina, e da Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru. Marco Antonio Pamplona, organizador do evento, afirmou que o objetivo foi ampliar as discussões em torno de uma história comparada das revoluções de independência e da construção das nações entre o Brasil e a América Hispânica.

– Os debates são apenas uma parte de um trabalho que começou em 2004 que busca, através da história comparada, compreender melhor temas como soberania, liberalismo e participação popular – explicou Marco Antonio.

Segundo Maria Lígia, comparar duas sociedades é muito importante para a historiografia. Perceber situações comuns que precisam ser exploradas, aproximar duas histórias e, com isso, produzir um problema novo traz resultados positivos. Sem a comparação, avanços nos trabalhos dos historiadores não aconteceriam.

– Minha conferência foi resultado de uma longa experiência e reflexão sobre o assunto – contou Maria Lígia.

O termo “história comparada”, no entanto, carrega conotações negativas. De acordo com a professora da USP, a comparação não deve ser feita para construir hierarquias entre países e deve ser fortemente criticada:

– A história comparada foi utilizada por certos pesquisadores para construir modelos pré-estabelecidos, que julgam sociedades como superiores ou inferiores a outras. Eu faço uma crítica profunda a isso.