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Rio de Janeiro, 1 de outubro de 2022


Cultura

Como levar mulheres ao ataque de nervos em 13 capítulos

Paula Giolito - Do Portal

02/12/2008

Um manual que mostra como irritar mulheres será lançado hoje, às 19h30, no restaurante Gula Gula, em Ipanema. Escrito por Luciana Pessanha, professora de Publicidade da PUC-Rio,  “Como montar uma mulher bomba - manual prático para terroristas emocionais” reúne  depoimentos de mulheres que atingiram o ápice de irritação - foram explodidas por seus namorados.

A idéia nasceu em Bologna, Itália, onde Luciana conheceu Giacomo Visconti, professor da universidade local, autor da teoria “Woman bombing”, segundo a qual o maior prazer de um homem é irritar uma mulher. Ao explodir de raiva, sustenta o especialista, a mulher apresenta as características que o homem procura para atingir seu prazer: adrenalina e sexo. A autora do manual incomum admite não explodir há seis meses, e acredita que a prática masculina é um misto de ciência e esporte radical.

- O “woman bomber” pega uma mulher normal e vai enlouquecendo-a progressivamente, até que ela exploda - explica a publicitária. 

Em 13 capítulos e um posfácio, o terceiro livro de Luciana apresenta histórias verídicas de mulheres que passaram por diversas situações incômodas com seus parceiros, mas, para manter uma boa relação, relevavam os constrangimentos. Muitas explodiram a ponto de pensar em matar os parceiros, ou a si próprias.

Apesar dos relatos verdadeiros, o livro é uma ficção que se pretende um manual para ensinar os homens a explodir mulheres. Serve tanto para ensiná-los, como para mostrar como as mulheres agem como bonecas quando estão apaixonadas. Um caso surpreendente é o da astronauta Lisa Nowak. Movida por um ciúme intenso, a americana dirigiu por nove horas até Miami, onde pretendia matar a parceira do seu ex-namorado. Lisa, por algum motivo que Luciana considera inexplicável, usava fraldas quando chegou ao destino. “Quando estamos a ponto de explodir, fazemos loucuras inacreditáveis”, avalia a publicitária.

Para ter contato com outras “explodidas” e divulgar os ensinamentos, Luciana criou um blog  no qual são postados depoimentos de vítimas e até de seus algozes. É o caso de Paulo Almeida, um declarado "montador de bombas” que conta como explodiu a namorada, de tanto a chamar de gordinha. Paulo diz que não percebia o tormento pelo qual a parceira passava.

 A escritora encontrou no stencil outra forma de divulgação do manual. Em parceria com o grafiteiro Marcelo Jou, Luciana imprimiu suas bombas em diversos muros da cidade e, junto delas, frases como “Mariana explodiu aqui!”. Os desenhos causaram certa curiosidade em freqüentadores do Baixo Gávea, por exemplo. A estudante de jornalismo Paula Campello, ao se deparar com seu nome escrito ao lado de uma bomba, fotografou a composição sem saber do que se tratava. “Quando vi a frase 'Paula explodiu aqui!' fiquei curiosa para saber por que o nome estava associado à bomba. Quando descobri que se tratava de um livro, achei a idéia ótima”, conta a estudante, que entra no blog regularmante atrás de  novas histórias.