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Rio de Janeiro, 1 de outubro de 2022


Campus

Editor, filtro rigoroso na produção da reportagem

Olivia Haiad - Do Portal

24/11/2008

Editor-coordenador dos telejornais da rede da TV Globo, Carlos Jardim supervisiona os textos das reportagens da editoria Rio no Jornal Nacional. Confere a veracidade das informações que irão ao ar e “dá a cara final” da matéria. “Um grande filtro”, comparou ele, em palestra do curso de telejornalismo do Globo Universidade, em parceria com a PUC-Rio. Jardim esclareceu a importância deste ajuste fino para o rigor jornalístico:

– O editor confere, desconfia, é incrédulo, um verdadeiro chato em relação a todo o material de reportagem que chega à redação. Mas é o seu trabalho que confirma a veracidade do que será falado a milhões de telespectadores – ressaltou o jornalista.

O vídeo de uma matéria do Jornal Nacional sobre a guerra de tráfico no complexo de favelas do Alemão, no Rio, é exibido na tela do auditório. Com as imagens, Jardim reforça uma das principais mensagens aos alunos: quando a história é importante e o material vasto, assim como o número de equipes envolvidas na cobertura, cabe ao editor selecionar o chamado “filé mignon”.

– É necessário sensibilidade para escolher o melhor das imagens, sons, entrevistas etc. – observou o palestrante.

Na ilha de edição consuma-se uma parceria significativa entre editor de texto e editor de imagem. Eles discutem como a matéria será montada. Sempre “correndo contra o relógio”. A parceria entre o repórter e o editor de texto talvez seja mais delicada. Um deve ajustar o texto ao perfil do veículo e o outro deve respeitar, na medida do possível, o estilo de cada repórter. “Desta química depende, em parte, o sucesso das reportagens”, explicou Jardim.

O jornalista também destacou a importância de uma apuração cuidadosa, para evitar que a pressão do tempo aumente o risco de erros. Pois uma informação errada “pode destruir uma pessoa e prejudicar a credibilidade do repórter e do veículo de comunicação”, lembrou ele aos futuros jornalistas. Trabalhar na TV Globo e, particularmente, no Jornal Nacional, é considerado por Carlos Jardim uma “grande responsabilidade”:

– A Globo é formadora de opinião. É preciso ter cuidado com o que você vai falar. O que a Fátima Bernardes afirma torna-se verdade incontestável para milhões de pessoas, inclusive pra minha vó – brincou.