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Rio de Janeiro, 15 de junho de 2024


Campus

PUC-Rio elege seus novos representantes

Tatiana Carvalho e Paula Giolito - Do Portal

18/11/2008

 Paula Giolito

Hoje e amanhã, dez mil alunos são esperados nos pilotis da Ala Kennedy para escolher os novos representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e dos Centros Acadêmicos (CAs). As eleições ocorrem das 10h às 22h, para os cursos que têm aulas à noite, e até as 18h para os demais. Para votar, basta apresentar um documento com foto. Como nos anos anteriores, alguns deixaram a decisão para o último momento.

– Com os trabalhos de final de semestre, deixei para pesquisar sobre as chapas ontem. Sei que foi em cima da hora, mas espero ter feito a escolha certa – conta Ana Luiza Pinho, estudante de Comunicação Social.

Os alunos do Centro de Ciências Sociais (CCS) também devem escolher o novo representante da Comissão Própria de Avaliação (CPA). Entretanto, somente Himalaia Galvão, estudante de Direito, se inscreveu para o cargo.

– Estou na faculdade há dois anos e nunca vi muito envolvimento por parte dos alunos. É importante que eles lutem para que o Centro Acadêmico cresça – diz Marcelo Veloso, que concorre à eleição do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS).

Em debate realizado nos pilotis da ala Frings, na tarde de segunda-feira, 17, os candidatos ao DCE apresentaram suas propostas a cerca de 150 alunos. Alguns planos foram criticados, a exemplo de iniciativas da gestão atual. A obra do bicicletário e o Festival da Primavera, por exemplo, tornaram-se alvo de polêmica.

Estudantes consideraram o embate útil para a definição do voto. Foi o caso de Jéssica Maldonado, estudante do 1º período de Engenharia, que estava indecisa:  “Acho que o debate foi importante porque discutiu propostas. Agora meu voto vai ser mais consciente”.

Apesar dos posicionamentos políticos e ideológicos diferentes, as chapas candidatas ao DCE têm propostas semelhantes para o próximo ano na PUC-Rio. Demonstram preocupação com o meio ambiente e com a promoção de eventos culturais e sociais na universidade.

A Reforma do Campo, número 10, é uma chapa formada majoritariamente por alunos do curso de Comunicação Social. De olho em estudantes e funcionários que passam boa parte do dia no campus, seus componentes defendem a criação de espaços de repouso, para recuperar energias. A principal proposta é a revitalização do campo da PUC, que inclui reforma, construção de vestiários, busca de patrocínio para implantação de grama sintética e aperfeiçoamento da iluminação.

A chapa Primavera nos Dentes, número 11, prega um movimento estudantil livre de partidos, reitorias e governos. Seus componentes defendem que todos os estudantes devem ter participação ativa no DCE. O grupo é envolvido com questões sociais e movimentos populares apartidários, e deseja propagar a cultura independente. Dividido em nove comissões, apresenta propostas para diversas áreas. Algumas delas: criação de grupo de cinema auto-sustentável, retomada da Rádio Eli Costa (REC), organização de sistemas de caronas, luta pelo fim de cobrança das taxas na Diretoria de Admissão e Registro (DAR) e construção de creche comunitária para filhos de alunos e funcionários, como um centro aplicado para alunos de psicologia e pedagogia.

Para gerir o DCE é preciso clareza no estabelecimento de prioridades e nos limites de sua atuação, propõe a chapa de número 12, Terceira Via. Com campanha marcada pela divulgação via internet, o grupo defende uma administração transparente, com a criação de um website para a prestação de contas. Seus componentes defendem que o espaço universitário é propício a qualquer tipo de criação e troca de experiências. Algumas propostas: ampliação do seminário Caminhos do Brasil, criação de espaço artístico para alunos no DCE, revitalização dos CAs, apoio a alunos que queiram se voluntariar em ONGs e criação de uma publicação feita por alunos.

Após dois anos na administração do DCE, a chapa Idéias, número 13, busca a reeleição. Para o grupo, o Diretório deve ser uma entidade unificada e atuante na luta pelo direito dos estudantes. Suas propostas buscam a conscientização política e social, tendo a universidade como um espaço de convergência de idéias, projetos e realizações. A chapa se propõe a manter os compromissos firmados nos anos anteriores, apoiando projetos estudantis. Sua plataforma inclui fim do pagamento das atividades complementares, luta pela flexibilização de critérios para segunda chamada, criação de uma rádio universitária FM, criação de um espaço físico-cultural e ampliação do calendário cultural.

Com o ideal de “movimento incessante” surgiu a chapa Roda Viva, número 14. O movimento apóia a renovação da vida política na universidade. Conta com a participação de alunos que já participaram do Movimento Estudantil e aqueles sem experiência política. Com forte viés social, o grupo acredita na importância de trocas entre a universidade e os movimentos sociais. Defende que as mudanças apenas serão alcançadas com a união de alunos com o DCE. Algumas propostas: criação da Copiadora do DCE (com cópias a preço de custo), realização de torneios esportivos, combate a opressões sexuais, realização de eventos culturais e luta por auxílio moradia para estudantes de outras cidades.

Sites das chapas:


Roda Viva

Primavera nos Dentes


Terceira Via