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Rio de Janeiro, 24 de abril de 2024


Campus

Encontro no NEAM acaba num grande abraço

Fernanda Ralile - Do Portal

30/10/2007

Alunos de diversas escolas públicas e particulares do Rio se uniram como num grande abraço. O encontro, realizado no primeiro semestre de 2007, pelo Núcleo de Estudos e Ação sobre o Menor, o NEAM, foi assim definido por sua fundadora e diretora, Marina Moreira. “A gente tem muita dificuldade de oferecer o abraço, e às vezes não tem oportunidade de dar. É este o objetivo do encontro, criar esse lugar do abraço. Estamos abraçando vocês.” Ao chegarem, os alunos ganharam uma blusa do evento, cujo tema era “O Futuro é hoje?”. Além disso, receberam uma bolsa que continha o livro “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. O morador do distante planeta ajudou os professores a falarem sobre a conquista. A partir do momento em que cativamos alguém, o tempo que dedicamos a essa pessoa nos faz importantes e especiais.


Na abertura do encontro, compuseram a mesa os professores Audir Bastos, Thereza Penna Firme e Maria Lúcia Matos. Marina Moreira também chamou alunos representantes de cada escola para se juntarem aos educadores. Mas, antes de qualquer coisa dita, ouviu-se o Hino Nacional. Com mais de 50 anos de magistério, a professora Thereza falou sobre as crianças e os adolescentes como o futuro do país. Para ela, o grande abraço do Brasil será quando todos tiverem à sua disposição uma escola de qualidade. Também crê que se não houver pessoas interessadas em ajudar as crianças não haverá futuro. “Vocês vão voar, nós só temos o papel de impulsionar e auxiliar o vôo. O país não pode parar e, se as crianças param, o Brasil anda para trás.” Audir Bastos explicou a importância de enxergar o próximo: “Ser criança com o olhar apropriado, transformador, com fé, podendo se tornar um adulto por inteiro, é isso que a gente aprende no NEAM. A luz serão vocês, tenham garra, persistam, façam da fé uma grande espada, não parem, caminhem!”. Aquela que era a proposta maior do encontro foi sugerida pelo professor no fim de seu discurso: um grande abraço entre todos os participantes. Maria Lúcia Bastos disse que o ideal seria que todos saíssem do evento com três palavrinhas em mente: acreditar - em tudo que foi dito ali - pensar e agir.


Os estudantes também tiveram a oportunidade de dar o seu recado. Mesmo tímidos, falaram sobre o papel que o encontro tinha. Para Taís, do colégio Antônio Maria Teixeira Filho, é através de experiências como a promovida pelo NEAM que os jovens aproveitariam mais a oportunidade de viver o presente com força, garra e vontade para um futuro melhor. Rafael, aluno do Teresiano, agradeceu a chance de estar participando do fórum e falou que a educação é o pilar básico para o desenvolvimento de qualquer país. Vítor, da Escola Jóquei Clube Brasileiro, disse que os dois dias do evento seriam dias de mudança na vida de todos os participantes, tanto para alunos quanto monitores. A diretora Marina ainda apresentou o padre Eduardo, que, com seu violão, cantou a música “Tempo perdido”, de Renato Russo. “Muitas vezes a gente acha que não é importante, que não tem nada para dizer ou oferecer. Não podemos cair nessa armadilha porque a gente pode, e muito”, disse ele. Para encerrar, a professora Thereza sugeriu até um novo significado à sigla NEAM: “N de novidade, E de energia, A de amor e M de maravilha. O NEAM é uma das sete maravilhas da PUC”.