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Rio de Janeiro, 1 de outubro de 2022


Cultura

Doação de livros vai até 14 de dezembro

Bruna Santamarina - Do Portal

26/11/2008

 Bruna Santamarina

Um projeto de arrecadação de livros não didáticos e infanto-juvenis está sendo realizado pelo Centro Pastoral Anchieta. Uma parte da doação será destinada à criação de uma biblioteca na Fazenda Esperança, um centro de reabilitação de dependentes químicos, em Teresópolis. A outra, será entregue ao Projeto Ler para Crescer, na comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. Aos interessados em contribuir, procurar os responsáveis Rafael Bokor e Walmyr Gonçalves, na Pastoral, no subsolo da Igreja Sagrado Coração. Além disso, para doação de livros acadêmicos à Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUC-Rio, é preciso procurar a Seção de Aquisição Centralizada, no segundo andar do Edifício Frings. As coletas duram por tempo indeterminado.

– Sou apaixonado por livros. Eles são importantes para formação pessoal e enriquecimento cultural – diz Rafael. Ele acredita que o projeto melhorará a vida de várias pessoas.

A idéia de criar uma biblioteca surgiu nos últimos dois meses e promete beneficiar de 50 a 60 pessoas do centro de reabilitação. Segundo Rafael, os pacientes devem permanecer cerca de um ano internados. Eles só têm acesso a livros pessoais, que, de vez em quando, as famílias mandam. Sem poderem sair da Fazenda, gostam muito de ler, pois visitam um lugar diferente, o mundo da leitura.

Já o “Ler e Crescer” será baseado em um projeto já existente em Manaus. Quando Rafael visitou o UNICOM Amazônia, percebeu como a doação de livros para ajudar comunidades carentes, que já acontece há dois anos, era importante e eficiente. Ele resolveu, então, desenvolver a mesma iniciativa no Rio de Janeiro, em Pavão-Pavãozinho.

– Com os livros, é possível viajar para todos os lugares do mundo. Até agora, recebemos três livros, esperamos, no mínimo, 100, até dia 14 de dezembro – prevê o organizador.

A supervisora do setor de aquisição da Biblioteca Central, Vera Lúcia Gasparoni, afirma que, só no ano passado, foram 4.800 livros doados. Os doadores são, em geral, pessoas que estão se mudando e querem se desfazer de livros, pessoas que herdaram uma coleção muito grande de parentes que morreram, dos próprios autores, de editoras universitárias e instituições.

– Alguns chegam com sacos de livros para doar. É preciso, antes, assinar um formulário de pesquisa, em que vamos selecionar os livros que o aluno pretende doar que a biblioteca precisa – explica Vera Lúcia. Ela afirma que não são aceitos livros marcados, riscado ou mal cuidados. Por falta de especo, a biblioteca também não recebe livros que já estejam muito repetidos.

Os livros que não são aproveitados pelo acervo da biblioteca ficam na estante de descarte e são reaproveitados por outras pessoas ou instituições. Recentemente, por exemplo, o FESP requisitou alguns livros para pessoas carentes do Departamento de Direito. Além disso, a supervisora recebe cartas de pessoas e instituições pobres e avalia se deve ou não liberar. Alunos também podem procurá-la a respeito de reaproveitar livros da estante de descarte.