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PUC-Rio

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Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2022


Cultura

Em outro país, como se estivesse em casa

Paula Giolito - Do Portal

13/11/2008

O contato com a cultura brasileira é o cartão de visitas do intercâmbio cultural da PUC-Rio. Organizado pelo serviço de apoio ao aluno internacional, o sistema de Housing permite ao estudante estrangeiro hospedar-se na casa de uma das 208 famílias cadastradas neste ano. Como a da aposentada Doralice de Souza, que há 15 anos ela hospeda jovens do exterior.

- Vejo o intercâmbio como uma forma de os estudantes conhecerem a nossa cultura. É isto que tento estimular. Falo inglês só no começo, mas depois os forço a falar português -explica Doralice, que recebe visitas constantes de antigas alunas.

A aposentada hospeda, atualmente, uma estudante alemã. Aplica a mesma receita: construir uma relação de amizade com os jovens. Permite que convidem amigos para a casa, mas impõe limites como a restrição a cigarros e bebidas alcoólicas. “Fica um vínculo agradável, que a gente mantém. De muitas estudantes, conheço até as famílias. Tem uma francesa que me liga toda semana para saber como estou de saúde”, conta Dora, como é conhecida.

Iniciado em 1991, o programa reúne, neste semestre, 128 alunos de vários países (França, Alemanha, Estados Unidos, México etc.). As famílias inscritas recebem um valor determinado para fornecer aos estudantes uma dependência privada e café-da-manhã diário. As demais refeições podem ser negociadas diretamente com os donos da casa, assim como o uso de eletrodomésticos e internet.

Para receber os estudantes, os interessados passam por um processo seletivo do qual fazem parte análise de dados pessoais e entrevistas. No cadastro, deve constar uma pequena descrição da casa ou apartamento e o perfil do estudante que esperam hospedar.

Os universitários também passam por avaliação similar. Durante o período de hospedagem, a família tem contato direto com a central de intercâmbio da universidade (CCCI) para esclarecer eventuais problemas.

 Conciliar o contato com outra cultura com o desenvolvimento da formação profissional. Com este objetivo, a americana Nina Fead, de 45 anos, passou uma temporada na casa de Dora. A experiência foi essencial para o avanço da carreira, acredita a comissária de bordo:

- Gosto muito de viajar e conhecer a cultura de outro país. E a melhor maneira para entender a cultura é ficar na casa de uma família local.

Nina morou por três anos na casa de Dora, a quem considera sua “mãe brasileira”. Sempre a visita quando está de passagem pelo Rio. “Eu ia para a PUC e, ao fim do dia, me sentia voltando ao lar”, lembra.