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Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2023


Campus

Calouros são estimulados à educação continuada

Andressa Pessanha e Felipe Castello Branco - aplicativo - Do Portal

02/03/2015

 Andressa Pessanha

Os calouros do Centro Técnico-Científico (CTC) presentes na palestra de boas-vindas ao mundo universitário na manhã desta segunda-feira 2 de março já receberam o primeiro desafio como alunos da PUC-Rio: se tornarem “estudantes profissionais”. Para o professor Glaucio Lima Siqueira, coordenador do Ciclo Básico do CTC, essa é a grande barreira a ser vencida pelos alunos de uma das áreas que mais crescem no Brasil. Dados da Associação Brasileira de Educação de Engenharia (Abenge) apontam o aumento em seis vezes da procura por cursos de engenharia nos últimos 15 anos (de 454 cursos em 1995 para 3.045 em 2012), tendo a engenharia de produção como pioneira (30, para 450). Nesse mercado, o diferencial vem daqueles que mudam o seu perfil de estudante e encaram a universidade de forma profissional.

– Na universidade vocês vão se introduzir no mercado. Então, é necessário fazer do estudo uma profissão. A “brincadeira” do Ensino Médio acabou, é preciso quebrar o paradigma de estudar para provas. A partir de agora, vocês nunca mais vão parar de estudar – advertiu Siqueira aos novos alunos presentes no Meu Primeiro Dia na PUC.

A promessa do CTC para alunos que levam o estudo acadêmico como seu novo e único trabalho é a integração com fácil adaptação no mercado, em inovações tecnológicas e desafios da sociedade de serviços. Por isso, a busca pelos cursos na área de exatas na universidade, sobretudo as engenharias, aumentou nos últimos dez anos. De acordo com o decano do CTC, Luiz da Silva Mello, a relação candidato/vaga era de 1,9; agora esta em cinco por vaga.

Para ilustrar a necessidade de dedicação aos estudos, Siqueira usou como exemplo a velocidade do avanço da tecnologia no mundo atual: “Se você não estiver sempre se atualizando, em três anos estará totalmente defasado”.

 Andressa Pessanha O calouro André de Castro Ribeiro, 19 anos, confessa que está com medo da quantidade de matérias para estudar. Por outro lado, entende que essa é a única forma de se destacar no mundo competitivo:

– Estou com medo de não dar conta de todo esse estudo. Mas sei que no mercado de trabalho só vão se destacar os que estiverem realmente preparados. Não há escolha, a não ser estudar – afirma o jovem.

A também caloura Bianca Sodré, 18 anos, acredita que a quantidade de estudo não será um problema, uma vez que agora estuda o que gosta:

– Vou estudar o que gosto, então tenho certeza que não vou sentir esse peso. Além do mais, esta é a porta para as melhores oportunidades de emprego – diz a estudante.

Segundo o relatório Radar: Perspectivas Profissionais – Níveis Técnico e Superior, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apresenta os cursos superiores com maior taxa de ocupação, os cursos oferecidos na universidade estão em alta: dos dez cursos com maior taxa de empregabilidade, cinco são oferecidos pelo CTC.

Para manter os cursos atualizados, o Centro Técnico Científico conta com o Núcleo de Educação em Ciências e Engenharia (Nece), cujo objetivo é “adaptá-los à constante mudança da tecnologia”. Os cursos, divididos em dois anos de ciclo básico e três de ciclo profissional, já contam com aulas de apoio para física e matemática, ajuda psicopedagoga e a adaptação de Cálculo e Matemática A e B para alunos com um nível abaixo do esperado no vestibular. Estas matérias são adotadas por 90% dos alunos, enquanto o currículo padrão, conhecido como Currículo 0, tem 10%.  Além disso, o coordenador recomenda a atenção às informações do curso, que podem ser vistas no site do Ciclo Básico do CTC.

Na Comunicação Social, interesse por boa qualificação

Paula Bastos Araripe  À tarde, na recepção aos calouros de Comunicação Social, a vida profissional novamente foi foco de debate. Interessada pelo futuro da profissão, a estudante Maria Eduarda Petek, 18, ainda em dúvida entre cursar jornalismo ou publicidade, mostrou preocupação com a área: “Acredito que o jornalismo está passando por uma grande reciclagem. A internet ganhou a função de fornecer a notícia rápida, e o impresso já não é mais tão rápido, mas é analítico. Quem não se qualifica não consegue entrar no mercado”.

A coordenadora do curso de Publicidade, professora Cláudia Pereira, informou os calouros sobre as cerca de 200 vagas de estágio oferecidas pelo Departamento de Comunicação dentro da universidade, o que animou a estudante Giuliana James, 18. A caloura se interessou pelos estágios no Portal PUC-Rio Digital e no Projeto Comunicar, e vai procurar saber melhor sobre os processos seletivos:

– Todo o equipamento tecnológico, o corpo docente, a gama de contatos que fazemos, e a oportunidade de pôr em prática o que aprendemos nos estágios, tudo isso foi o que me trouxe para a PUC. Quero uma formação completa!

Entusiasmada com o curso de cinema, Bárbara Sales, 18, contou por que escolheu a universidade:

– Fiz uma pesquisa de uma vida inteira! O melhor da PUC-Rio é que temos a tecnologia necessária para crescer profissionalmente no ramo. Fora os convênios com grandes universidades de cinema do exterior – enfatizou.

Paula Bastos Araripe  Ansiosa, Thaísa Rangel, 18, que cursará Jornalismo, contou que já havia pesquisado sobre as disciplinas: “Tinha que ser a PUC, que é a melhor entre as particulares”. “A PUC é a melhor universidade do mundo”, emendou exultante a futura publicitária Bianca Lavouras, 18, amiga de Thaísa: “A gente veio para PUC Por Um Dia, pesquisamos as disciplinas e tudo mais. Estudar é sempre importante, por isso não tenho medo das provas”, completou.

Determinado a se inscrever para as atléticas, Victor Hugo Moreira, 18, também busca logo uma experiência do cinema na prática:

– Os estágios são de enorme relevância para quem ainda não sabe nem mexer numa câmera. Quero trabalhar com produção audiovisual, conversei com muitos veteranos, o pessoal nos recebeu bem, e vi que a PUC pode trazer isso para o dia-a-dia do aluno.

O calouro de publicidade Rodrigo Cardozo, 18, também destacou a receptividade que teve ao chegar à instituição:

– Tenho as melhores expectativas possíveis. Quero aprender, e sei que o curso de publicidade aqui na PUC é muito bom. Além das pessoas, que são muito calorosas.

Também se sentindo “acolhida”, a futura cineasta Victória Fidalgo, 18, ressaltou: “Aqui é um ambiente muito legal. O curso em si é incrível e, além disso, a gente estuda dentro da floresta! É inspirador!”.

Paula Bastos Araripe  Infiltrada entre os calouros, a advogada Gliciane Venturelli, 36, também assistiu à recepção aos novos alunos. “Eu estou aqui disfarçada”, riu a mãe de Yasmin Venturelli, 18. Gliciane, que também é caloura, mas no curso de design da Faculdade Candido Mendes, contou que estudar na PUC-Rio era um sonho seu, realizado agora pela filha: “Ela até fez outros vestibulares por segurança, mas sempre quis a PUC-Rio”. Yasmin acrescenta: “Todo o fim de semana eu fazia uma prova da universidade, para não ter que optar por nenhuma outra. Sei que a PUC tem renome e espero fazer meus contatos profissionais aqui”, disse ela, que pretende cursar jornalismo.

Também foram apresentados novos aplicativos de localização desenvolvidos pela PUC-Rio para dar maior visibilidade à instituição e aos seus projetos, além de tornar o ambiente familiar aos novos estudantes. Além do aplicativo do PUC-Rio Digital (disponível para os sistemas iOS e Android), foi criada a ferramenta ICampus. Desenvolvido pelo Centro de Gestão Integrada de Riscos (CGIR), o programa ajuda os alunos na localização de departamentos, unidades, coordenações, restaurantes, lanchonetes, auditórios e as demais localidades que estão inseridas no Campus Gávea. Erich Lizaki, 18, nascido na cidade do Porto, em Portugal, e calouro de publicidade, enfatizou o uso da ferramenta: “O aplicativo é básico, mas para quem não conhece o campus é muito bom”.