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Rio de Janeiro, 1 de outubro de 2022


Cultura

Mostra sobre Gentileza ilustra economia criativa

Bruna Santamarina - Do Portal

30/10/2008

 Paula Giolito

Alternativa às micro e pequenas empresas para se estabilizarem no mercado competitivo, a chamada economia criativa, ou economia da cultura, valoriza a propriedade intelectual e transforma a cultura em pilar para o desenvolvimento econômico. Os desafios desta nova forma de produção – que move 7% do PIB mundial – foram discutidos em mesa-redonda promovida pelo Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, no dia 22 de outubro. Depois da palestra, foi aberta a exposição fotográfica sobre o Univvverrsso Gentileza, espetáculo circense inspirado no profeta Gentileza, que morreu em 1996. A mostra fica nos pilotis do Edifício Amizade até o dia 31 de outubro.

O design, explicaram os especialistas, torna-se uma espécie de catalisador. Combina dois compontes essenciais para a economia criativa: a criatividade – geração de novas idéias – e a inovação – processo por meio do qual as novas idéias são transformadas em novos produtos. Um exemplo desta combinação produtiva remete à produção do espetáculo circense Univvverrsso Gentileza. "Apropriamos a Lona como produto criativo de mercado. Geramos capital e, ao mesmo tempo, exercemos um papel social", avaliou Gamba Jr., diretor do espetáculo, referindo-se à Lona de Circo Crescer e Viver, na Praça Onze, onde esteve em cartaz entre 28 de agosto e 12 de outubro.

A iniciativa da ONG Crescer e Viver estimulou a inclusão social de crianças e adolescentes por meio do circo. Os jovens tornaram-se atores e acrobatas. De acordo com os idealizadores do projeto, eles se motivaram ao perceber a capacidade econômica do produto.

Júnior Perim, coordenador da ONG, contou que o Departamento de Artes e Design da PUC-Rio contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, o melhor aproveitamento da renda e para a dinâmica de produção do espetáculo.

– Apesar de ser muito difícil, tudo o que aqueles meninos fizeram no projeto Univvverrsso Gentileza deve ser transformado em moeda – observou Heliana Marinho, gerente da área de economia criativa do Sebrae-RJ. Ela ressaltou a capacidade da cultura como produto de mercado:

– Por algum tempo, poucos viam a possibilidade do setor cultural gerar grandes oportunidades de renda. Mas esta possibilidade existe, e quebra muitos mitos.

Segunda Heliana, 90% das micros e pequenas empresas do Rio já recorrem, em escalas e modelos variados, à economia criativa. Reúne setores como moda, gastronomia, turismo, tecnologia móvel e audiovisual e até espetáculos. O Sebrae-RJ (Rua Santa Luzia, 685, 9º andar, Centro / tel.: 2212-7942) oferece serviço de apoio para o desenvolvimento de programas do gênero.

 

O espetáculo e o profeta

Adaptação do livro "Univvverrsso Gentileza", de Leonardo Guelman, a apresentação percorre o universo das mensagens do profeta. Não pode ser considerado propriamente uma biografia de Gentileza, esclarece o diretor:

– Não quisemos personificar o profeta. Trabalhamos com diálogos de cidadãos comuns que viram o profeta ou tiveram alguma ligação com ele.