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Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2022


Campus

Na Comunicação, anseios e curiosidades dos calouros

Clara Freitas, Isabella Rocha e Mariana Totino - aplicativo - Do Portal

11/02/2014

 Isabella Rocha

A nova geração de alunos do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio não tem tempo a perder. Na tarde desta segunda-feira, 10, após a recepção aos calouros no Meu Primeiro Dia na PUC, as amigas Carolina Michels e Ana Carolina Boghossian conversavam nos Pilotis do Kennedy. Carolina, de 18 anos, queria fazer jornalismo desde os 12. Apesar de ter prestado outros vestibulares, sempre teve como sonho ingressar na PUC, e já sabia os nomes de todos os professores:

– Eu já li livros do (jornalista e professor) Arthur Dapieve, e tive ainda mais vontade de estudar na PUC quando soube que ele dava aula aqui. Sei que a carreira que escolhi vai me apresentar desafios, mas acredito que, aos poucos, vou conseguir me adaptar.

Já Ana Carolina, de 17, que pretende ser publicitária para trabalhar com eventos de cultura e esporte, começou a estudar Teoria da Comunicação, matéria do 1º período, ainda nas férias. E, para saber mais sobre a formação, procurou um primo que já cursa Publicidade na PUC.

– Já tenho várias dicas. Não fiz outros vestibulares, escolhi a PUC porque gosto do ambiente.

Dia de tirar dúvidas e desfazer inseguranças

Dúvidas em relação à habilitação escolhida, insegurança sobre o mercado de trabalho e  perguntas sobre o curso marcaram o Meu Primeiro Dia na PUC dos calouros de Comunicação. Convergência de mídias, debates sobre ética e o futuro da comunicação e a necessidade de adaptação a novas demandas foram questões presentes. No ginásio, grupos já se formavam, arrumando-se em assentos próximos. Era o caso de Kettley Morais, Larissa Pereira (de Jornalismo), Ana Carolina Valle e Marcela Porto (Publicidade), Alice Santos e Sharon Louise Schottler (Cinema), todas entre 17 e 19 anos, faziam várias perguntas.

 Clara Freitas– Quanto ao mercado de trabalho, confesso que estou preocupada. Quero trabalhar em edição de Cinema, fora do país – afirmou Sharon, de 18 anos, que escolheu a carreira após fazer um curso de edição de vídeo.

Caloura de Cinema, Alice iniciou a graduação em jornalismo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, mas decidiu mudar de curso e está otimista:

— Apesar de não ter certeza se é isso que eu quero, acho que a PUC vai me dar uma grande oportunidade para minha carreira, e assim poderei ter mais certeza no futuro.

Para os calouros inseguros quanto ao mercado de trabalho, o coordenador de Graduação do Departamento de Comunicação Social, Leonel Aguiar, ressaltou que, apesar das mudanças nas formas de produção, aos valores permanecem:

– O mercado de trabalho em Comunicação como um todo tem passado por transformações estruturais profundas. No entanto, alguns valores centrais permanecem, como: valorização da vida, do ser humano, de reconhecimento da importância da democracia, e do papel da comunicação dentro dela, da liberdade de pensamento e de expressão. Tendo, portanto, um papel fundamental da passagem desses valores. 

O coordenador de Graduação destaca que, do 1º ao 8º período, há disciplinas que abrem espaço para a valorização do pensamento crítico e os alunos são incentivados a exercitar o domínio técnico. Assim, destacou Leonel, os alunos passam a reconhecer as transformações do mundo, levando em conta a permanência de valores de vida: 

– O grande diferencial do nosso curso é não tender nem só para o lado teórico, nem só para o prático. Tentamos equilibrar essas perspectivas, para que o aluno forme um pensamento crítico e que também possa recorrer à capacitação de um bom aparato técnico.

A respeito do mercado de trabalho que os jovens publicitários vão enfrentar, a professora do Departamento de Comunicação Social e publicitária Mariana Palmeira, que leciona para o 1º período, acredita haver um “leque de multiplataformas” na área:

– Além do trabalho com criação, hoje há um espaço enorme em áreas como marketing, ações coorporativas, relacionamento com clientes e a comunicação interna, muito contemplada nas grandes empresas.

Durante a recepção no Ginásio, o estudante Felipe Niemeyer, do último período de Jornalismo, e integrante da atual gestão do Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos), apresentou as atividades realizadas e as propostas da chapa Suricacos, que inicia sua gestão neste semestre. Felipe defende que os alunos sejam mais participativos. Por isso, a nova chapa planeja saraus, sessões de cinema e estímulo à formação de bandas nacionais.

– Nosso principal objetivo é promover discussões e criar propostas de interesse para as três habilitações, e fazer com que calouros e veteranos comecem a pensar juntos para tentar dar voz aos desejos de mudanças – afirmou. 

Qualificação e estágios em Comunicação

 Isabella Rocha  Leonel lembra que o curso de Jornalismo passará por adaptações para se adequar às novas diretrizes curriculares, que o separaram da Comunicação:

— O objetivo é qualificar o profissional cada vez melhor. Na área da Comunicação, talvez a formação que esteja mais em xeque é o Jornalismo. O jornalista está sendo vítima, a profissão está na berlinda. O jornalismo tem sido muitas vezes visto como negócio. As Jornadas de Junho contestaram isso, mostrando exemplos de como tornar a atividade jornalística algo mais potente, próximo de responder aos anseios da sociedade.

Após a recepção no Ginásio e a missa, professores apresentaram a grade curricular das três habilitações – Cinema, Jornalismo e Publicidade –, as instalações e equipamentos e as oportunidades de estágio oferecidas para alunos do Departamento de Comunicação – cerca de 300 vagas, em diferentes áreas, distribuídas entre o Portal PUC-Rio e o Projeto Comunicar.