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Rio de Janeiro, 13 de julho de 2024


Cidade

Fiéis lotam a igreja de Santo Antônio, no Centro

Gabriel Camargo e Maria Christina M. Corrêa - Do Portal

14/06/2013

 Maria Christina Corrêa

O 13 de junho é um dia festivo para os seguidores de Santo Antônio. Fechada para obras por pouco mais de um ano, a igreja e convento de Santo Antônio abriu as portas para receber milhares de fiéis para a 331ª comemoração do dia do santo dos pobres. O Largo da Carioca, coração do Centro do Rio, ficou ainda mais confuso com a movimentação dos fiéis, trabalhadores e o trânsito barulhento. As missas começaram às 5h30 e foram até as 20h, com intervalos de uma hora e meia. Franciscanos se revezavam nas bênçãos e na escuta de confissões e promessas de casamento. (Confira galeria de fotos da comemoração.)

Aqueles que se dirigiam à igreja passavam entre a mistura dos sons dos ônibus, da buzina dos carros, da música na rua e de vendedores de chips telefônicos. Muitos devotos, principalmente as mulheres, queriam fazer suas preces e simpatias, e pedir ao casamenteiro uma forcinha na vida amorosa. Com velas, fiéis tentavam achar um lugar para acendê-las e realizar preces. Sem espaço, muitos acabavam apelando para as paredes já manchadas pelo fogo em volta do obelisco.

 Maria Christina Corrêa Placas provisórias de papel orientavam os presentes pelo caminho confuso. Dentro da igreja, não havia lugar para tantas pessoas durante a celebração da missa. Até o altar foi ocupado pelos fiéis. Os devotos que desejavam encostar na imagem de Santo Antônio, para entregar seus pedidos, tinham de se espremer e esperar por uma brecha. Na porta da igreja, os visitantes dividiam espaço com os tapumes e barras de ferro da reforma.

Depois de garantir o tradicional pãozinho de Santo Antônio, os fiéis puderam se desfrutar de canjica, milho-verde e outras comidas típicas na quermesse localizada em frente à igreja. As barracas enfeitadas com bandeiras de São João davam ao ambiente religioso um pouco de descontração e clima de festa. Naquele momento de fé, reflexão e paz dos fiéis, moradores de rua pediam trocados na saída da igreja. Alguns ainda esnobavam a ajuda dos voluntários que distribuíam pães e os jogavam fora, ficando apenas com a canjica e o copinho de guaraná natural vazio usado para as esmolas.