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Rio de Janeiro, 13 de julho de 2024


Cidade

Depois da ressaca, calmaria na orla do Rio

Carlos Serra e Nicolau Galvão - Do Portal

19/04/2013

 Nicolau Galvão O ciclone extratropical que atingiu a costa sul do país esta semana, fechando parcialmente o porto do Rio Grande do Sul, chegou ao litoral do Sudeste na madrugada de quarta-feira. Os banhistas, portanto, podem ficar tranquilos com a previsão para o feriadão da próxima terça-feira (23). O mar começa a melhorar com o afastamento do ciclone da costa brasileira, segundo o Climatempo.

A ressaca, com ondas de até quatro metros (Veja a galeria de fotos), já se normalizou. O surfista de bodyboard Lucas Magalhães, de 24 anos, mora do Jardim Botânico, considera o mar do Leblon a sua casa: “Eu sempre surfei aqui. Desde os meus 14 anos já caía para o Leblon. O mar está fantástico, tomei algumas ondas na cabeça mas vou tentar entrar de novo”.

O ciclone extratropical é formado a partir do encontro de uma zona de baixa pressão atmosférica com uma frente fria. Essa associação provoca ventos fortes sobre o oceano que causam uma agitação marítima e podem gerar ressaca no litoral. Esse fenômeno é, de acordo com o Climatempo, comum entre o outono e o inverno.

 Carlos Serra O músico Sergio Brandão, de 57 anos, morador do Leblon, sempre foi apaixonado pelo mar e desde sua adolescência gosta de fotografar e pegar onda. Entre uma foto e outra, Brandão contou que as ondas na ressaca deixam a paisagem ainda mais emblemática.

– Sempre fui fissurado nisso aqui. O mar é vida e as ondas trazem uma adrenalina e um visual fantástico.

Já o casal de turistas neozelandeses Adam e Kimberlie ficou impressionado com a altura das ondas no Pontão do Leblon:

– Não sabíamos que no Brasil tinha ondas tão grandes. É incrível. Tivemos muita sorte de passar por aqui agora e ver este espetáculo da natureza – afirmou Adam, enquanto as ondas batiam nas pedras.

As ondas grandes impressionam mesmo quem está acostumado com a vista. Trabalhando há 11 anos pelas ruas da cidade, o taxista João Salgado parou para fotografar o mar:

– É lindo demais. Tem gente que passa por aqui todos os dias e nem ao menos contempla o visual – comentou anestesiado enquanto fotografava a ressaca.