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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Mundo

Cardápio radical faz da Nova Zelândia o xodó dos jovens

Júlia Monnerat Pecci - Da sala de aula

10/06/2008

Conciliar praia e neve, vida calma e radical e aprender inglês em uma cultura diferente são alguns dos fatores que atraem jovens à Nova Zelândia. Este pequeno país é um paraíso para o turista brasileiro, especialmente de perfil esportivo.

Situada no sudoeste no Oceano Pacífico, a Nova Zelândia é composta por duas grandes ilhas e outras menores. Com área equivalente ao estado do Rio Grande do Sul, reúne apenas cinco milhões de habitantes. A escolha turística representa também uma oportunidade de vivenciar o estilo de vida tranqüilo, embalado pela natureza. O país preserva vários parques nacionais, com fauna rica em espécies de marsupiais, focas, pingüins e pássaros.

Ao andar pela Nova Zelândia, percebe-se que ‘kiwi’ é uma palavra freqüente. Os amantes da frutinha verde não devem se animar: ‘kiwi’ é uma ave antigamente muito comum na ilha, encontrada hoje em alguns parques. Com um bico longo e fino, o kiwi de pelúcia é um dos souvenires favoritos mais vendidos.

A cultura maori – população indígena do país - é outro aspecto que chama a atenção dos visitantes. Por ser exceção no processo de colonização européia, a Nova Zelândia preserva muito da história de seu povo de origem.

O clima varia do tropical ao ártico. Oferece alpes e geleiras no extremo sul e belas praias ao norte. Assim, o turista pode fazer diversas coisas em pouco tempo. Nunca estará há mais de 120 quilômetros do mar e verá vulcões, montanhas nevadas, lagos de água quente, floresta, parques e cidades sofisticadas. Não é difícil de adivinhar por que a Nova Zelândia ocupa, juntamente com a Austrália, o quarto lugar no ranking dos destinos favoritos de brasileiros entre 16 e 25 anos.

Dirigidos principalmente aos jovens, pacotes misturam programação turística variada e incursões acadêmicas, de cursos de inglês a intercâmbios universitários. Cláudio Chalom, sócio da empresa BEX –Brazilian Exchange, explica por que a Nova Zelândia destaca-se neste mercado:

- Não há necessidade de visto para cursos até três meses. Há também uma grande oferta de esportes radicais, como bungee Jump, ski, rafting, skydiving, dentre outros. E, por ser um país relativamente pequeno, é possível conhecê-lo de ponta a ponta em pouco tempo.

Marcela Campos, estudante de Comunicação da PUC-Rio, viajou para Nova Zelândia em busca de belas e diversas paisagens, mas também para se aventurar. A carioca provou de tudo:

- Pulei de dois bungees, de pára-quedas a três mil metros de altura, fiz arborismo, rafting, caiaque e canyon swing. Na queda livre, você se sente o dono do mundo. Foi a realização de um sonho.

Embora o roteiro seja favorecido pelo tamanho do país, são recomendados dez dias, no mínimo, para aproveitar o repertório esportivo e cultural.

 

Programação variada

Auckland - A maior cidade do país fica na Ilha Norte e abriga cerca de 1,5 milhão de pessoas, um quarto da população nacional. Conhecida como a Cidade das Velas - tem o maior número de barcos por pessoa do mundo - encontra-se entre baías e o mar da Tasmânia. Por ser a maior cidade do país, é também a preferida de muitos estudantes estrangeiros.

Wellington - A segunda cidade mais populosa do país é um local vibrante, que oferece a mesma sofisticação de vida dos grandes centros mundiais. Lá convivem velhos prédios históricos com modernas estruturas arquitetônicas. Considerada capital cultural do país, reúne um grande museu da cultura maori, restaurantes e cafés alternativos. Cultiva uma agitada vida cultural e noturna, com diversas apresentações artísticas, museus, bares, cafés e restaurantes.

Fox Glacier e Franz Josef - Duas geleiras acessíveis por caminhos que levam até plataformas panorâmicas a poucos metros das imponentes geleiras. É possível também alugar um helicóptero para ter uma vista aérea, ou para pousar no meio da geleira (!) e fazer uma caminhada de quatro horas com um guia. Um pouco mais ao norte, há um ponto indicado para escalada, no Mount Cook, de 3.754 metros de altura.

Queenstown - Se você perguntar para o neozelandês qual o melhor lugar para se aventurar, a resposta não será outra: Queenstown. Situada ao lado do lago Waikatipu, com lindas águas azuis, e aos pés das Remarkables Range, é a cidade da ilha do Sul mais visitada o ano inteiro. Conhecida como a capital da aventura. Nesta pacata cidade – sim, ela é calma – há uma enorme variedade de atividades: sky, paraquedismo, bungee jump, asa-delta, rafting, jet boat, passeios de helicópteros.

Bungee jump - Queenstown também é a cidade natal do bungee jump. Foi lá, em 1980, que o primeiro aventureiro se jogou de uma ponte. O mais alto bungee jump do país tem 134 metros, e é o segundo maior do mundo. De acordo com a AJ Hackett, empresa especializada na atividade, “o esporte começou com um pequeno grupo de pessoas que tinham a mania de se jogar de torres presas apenas por cordas amarradas no pé”. A firma oferece três bungees de três alturas: 43m, 47m e 134m.

Pára-quedas - Com quedas de até quatro mil metros, pode-se admirar toda a beleza da região e sentir aquele frio na barriga. Para  o skydive, é preciso comprar na rua principal de Queenstown o pacote, e aproveitar. Uma van leva os participantes até o ponto no qual o avião decola. Além de tirar fotos do pulo, é possível filmar. Vale a pena. É uma lembrança para toda a vida.

  

Diário de bordo

Viajei para a Nova Zelândia com uma excursão. Durante 15 dias convivi com pessoas de diferentes países. Canadenses, americanos, australianos, irlandeses. Nenhum brasileiro. O que no começo parecia um programa de índio se tornou uma ótima oportunidade para praticar o inglês ‘full time’.

Fui para a Nova Zelândia com dois objetivos: visitar o país e, principalmente, praticar todos os esportes possíveis. Uma experiência única, que espero repetir algum dia.

Pular de pára-quedas foi muito bom,  a vista de Queenstown é linda, os lagos e as montanhas fazem o ‘passeio’ ficar melhor.

Pular de bungee é diferente. Apesar de os pés – e somente os pés  – estares preso, não dá para senti-los. Portanto a sensação é de que você está se jogando no precipício – o que não deixa de ser. Só se sente que está preso na hora em que a corda atinge seu ponto máximo. São alguns segundos de gritos estridentes que valem muito a pena.

Tive a oportunidade de andar de helicóptero, caminhar horas em uma geleira, velejar, ir à praia, ver golfinhos, kiwis, ir a shows da cultura maori, ver locais de gravação do filme Senhor dos Anéis e aproveitar a noite bem animada – e diferente – do país. Se eu pudesse, voltaria para lá agora.