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Rio de Janeiro, 25 de junho de 2022


Cultura

Séries para TV comandam os negócios audiovisuais

Renan Rodrigues - Do Portal

10/10/2012

 Maria Christina Corrêa

O Festival de cinema do Rio, criado em 1999, revela-se um dos sinais emblemáticos da crescente produção cinematográfica da cidade, considerada capital audiovisual da América Latina. Sua atuação, entretanto, não se restringe à Premiere Brasil, a mostra competitiva do festival. O RioMarket, maior encontro do mercado audiovisual da América Latina, aponta as séries de TV como candidata a galinha dos ovos de ouro.

Nas 500 rodadas de negócios promovidas pelo festival, este tipo de produção frequentou 60% das articulações entre empresários, produtores, investidores. Um protagonismo equivalente, talvez, ao domínio dos curtas na mostra: 29 entre 50 filmes exibidos. Segundo o cinesata Marcelo Taranto, professor do curso de Cinema da PUC-Rio, uma das diferenças entre os gêneros em ascensão remete justamente ao apelo comercial:

– Diferentemente das séries para TV, os curtas têm dificuldade de comercialização. Apresentam um caráter artístico, de obra cultural. Não sobressaem na parte comercial. 

A preponderância dos produtos para TV está associada, na avaliação do especialista, à aderência deste gênero audiovisiual à grade comercial das emissoras. Assim, ainda de acordo com Taranto, gera um envolvimento com o telespectador, o que se converte em melhor retorno financeiro:

– O curta sempre teve problema para ser encaixado nas grades de TV. Apenas vitrines específicas, como o Canal Brasil, se interessam.

Taranto acredita que a lei 12.485, que determina um percentual de "conteúdo nacional" nas emissoras brasileiras, ajudará na expansão do mercado audiovisual além das séries. Tal abertura na programação das tevês tende ampliar as oportunidades profissionais: 

– Esta lei vai aumentar a fomentar a produção audiovisual no Brasil, tornando-se um mercado promissor para o profissional de cinema – avalia Taranto.

Ele ressalva: 

– Mas o estudante e o profissional devem estar qualificados para atender a esta novas demandas. Isso já acontece na PUC: os alunos treinam a produção voltada para a TV e descobrem, de acordo com a própria personalidade, a área ideal de atuação.