Projeto Comunicar
PUC-Rio

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram

Rio de Janeiro, 25 de junho de 2022


Esporte

Ressaca e Meu Time vão decidir a CopaCom

Gustavo Coelho - Do Portal

16/05/2008

 Gustavo Coelho

Depois de dois meses de chutes, caneladas, dribles, gols e boas histórias, a CopaCom 2008.1 conheceu os finalistas nos duelos que movimentaram o campus nesta sexta-feira, 16 de maio. No primeiro, o Ressaca venceu o Chapahouse por 1 a 0, com gol de João Paulo. Vai enfrentar o atual campeão Meu Time, que superou o Velhafiá nos pênaltis, depois de um empate por 3 a 3 no tempo normal.

- Vou torcer pelo Dodô, que é o craque do time - vibrava a estudante Amanda Kestelman, do quarto período de Comunicação, com o camisa 10 do Chapahouse.

Apesar da torcida, o herói foi do outro time. Gabriel escapou pela esquerda e cruzou com precisão para João Paulo marcar o gol solitário aos 10 minutos do segundo tempo. Mesmo cansado, o time do Chapahouse quase empatou na cabeceada do atacante Bruzzi no último minuto. João Paulo foi para a galera:

- É muita emoção, quero compartilhar com todo o time. Eu falei que a gente ia se classificar, e está aí. O Chapahouse é nosso freguês de carteirinha, não?

O Ressaca havia vencido o Chapahouse na primeira fase do torneio. Nesta sexta-feira, repetiu a receita: jogo coletivo, premiado com a inédita classificação para a final da Copacom.

No segundo jogo do dia, Meu Time e Velhafiá reeditaram a decisão da Copacom do semestre passado numa reação espetacular. O Velhafiá fez 3 a 0, com David, Jiló (contra) e Alberto. Ainda no primeiro tempo, Jiló se redimiu e descontou para o Meu Time. Mesmo com dois gols de desvantagem, o zagueiro Caruso mantinha o otimismo no intervalo:

- A gente se desestabilizou no início, mas ainda podemos nos recuperar. Nosso time é bom e habilidoso, tem condições de virar o jogo.

A reação do Meu Time se consolidou com o gol de Paulinho, aos cinco minutos do segundo tempo. Logo depois, Pedrinho tabelou com Gordinho e fez o terceiro. Com a partida empatada, o jogo ficou ríspido, e o árbitro Wellington Pereira teve certa dificuldade para conter as reclamações. O equilíbrio permaneceu até o fim do jogo. O finalista sairia dos pênaltis.

Na rodada inicial de cobranças, os dois times desperdiçaram. Rogério chutou para fora o primeiro pênalti do Meu Time, mas o goleiro Lourenço compensou com uma bela defesa no chute de Caruso. Lucas pôs o Velhafiá na frente, Paulinho empatou em seguida. No terceira e decisiva rodada de pênaltis, Gabriel bateu para fora e Jiló carimbou o passaporte do Meu Time para a final.

- Conquistar esta vitória é uma ótima sensação. Como na final do ano passado, o Velhafiá não conseguiu ganhar. Eles são nossos fregueses – brincou o atacante Paulinho, do Meu Time.

Os jogadores do Velhafiá saíram com a cabeça erguida. Destaque da partida, o goleiro Lourenço chegou a ganhar um coro de “melhor do Brasil”, puxado pela pequena mas animada torcida. Resignado com a derrota, estava confiante no futuro:

- O jogo foi muito equilibrado. No próximo período estamos de volta para buscar o título.

Integrante da agitada torcida do Velhafiá, a estudante Laila Nunes acompanhou o otimismo:

- Até terminar a faculdade a gente ainda ganha deles. Mas valeu a pena vir torcer. Foi um jogaço.

As duas semifinais foram comandadas pelo árbitro Wellington Pereira, do quadro da Federação Carioca de Futebol. Em cinco anos de carreira, Pereira apitou na Terceira Divisão do Campeonato Estadual e agora espera uma chance de apitar na Segundona. Também formado em Direito, ele costuma trabalhar como bandeirinha em partidas entre equipe profissionais. Vida de árbitro é dura, lembra Pereira:

- Jogo é sempre complicado, mas o pessoal daqui é até tranqüilo. Já trabalhei em Fla x Flu de juniores, e sei como é difícil apitar jogos entre times rivais.

A partida decisiva da Copacom será disputada ainda neste mês, provavelmente depois do feriado de Corpus Christi, no dia 22. Disputada pela primeira vez em 1992, a competição fez sucesso imediato entre os alunos do curso de Comunicação. Desde que, em 2004, passou a ser coordenado pelo ex-aluno Guilherme Lima, o Família, o torneio virou semestral. Nesta nona edição da “Era Moderna”, como brincam os organizadores, reuniu cerca de 150 alunos.