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Rio de Janeiro, 25 de junho de 2022


Economia

Recursos humanos favorecem sustentabilidade

João Pedroso de Campos - Do Portal

16/08/2012

“A sustentabilidade deve ser o primeiro fator a ser considerado em qualquer empreendimento”. A recomendação, ainda em tom de Rio+20, é do gerente de Governança e Sustentabilidade da Oi, Alvimar Marques Camacam. Para o executivo, assim como os discursos sustentáveis precisam se tranformar em políticas e ações do gênero, as empresas também devem valorizar cada vez mais as práticas sustentáveis. Este avanço, ainda de acordo com o especialista, significa "muito mais que incorporar impactos socioambientais nas suas atividades". Exige, por exemplo, uma qualificação profissional e um treinamento corporativo mais rigorosos, alinhados aos novos padrões de desenvolvimento.

Camacam também expôs, em palestra da XV Mostra PUC, a importância da sustentabilidade social e das relações humanas dentro e fora do ambiente empresarial. Ele exemplificou a evolução necessária aos recursos humanos com alguns projetos da Oi na área social, principal diretriz sustentável da empresa brasileira.

 Carlos Serra – Promover as práticas de sustentabilidade é fundamental. O caminho passa pela sensibilização e pelo comprometimento dos colaboradores e gestores das empresas, em cujas ações e metas devem se refletir a importância da sustentabilidade na imagem, na gestão do negócio e em suas operações. Desta maneira, é possível mensurar e evidenciar tendências – observou

Segundo ele, o gerenciamento de pessoas será cada vez mais levado em conta pelo empresariado. Planos de carreira, saúde, bem-estar e qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho se consolidam como estímulos essenciais aos colaboradores de qualquer empreendimento. Camacam destaca o projeto Oi Futuro como exemplo da tendência à responsabilidade social que, em princípio incorporada por empresas americanas e europeias, deve se popularizar entre as companhias de capital aberto ao redor do mundo, principalmente em países como os integrantes dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul).

– É um projeto de excelência, que dá oportunidades aos moradores de comunidades carentes. Às crianças, oferecemos a experiência da prática de esportes. Já temos excelentes resultados, como a equipe de badminton infantil do Rio, vice-campeã na Europa. Aos jovens, a meta é colaborar com o primeiro emprego: ajudamos na qualificação oferecendo cursos técnicos e oficinas – explicou o executivo, para o qual a "sustentabilidade perfeita" precisa conjugar fatores econômicos, sociais, financeiros e ecológicos.

Acessibilidade e inclusão social, temas que se renovam no país das próximas Copa do Mundo e Olimpíadas, também são avaliadas como fundamentais à sustentabilidade social de uma corporação. Para o palestrante, as empresas não devem apenas colaborar com projetos que melhorem o acesso a suas instalações. Ele considera necessária uma espécie de mutirão entre as companhias para dirimir a "marginalização" sofrida por portadores de necessidades especiais.

– Não se imagina o potencial e a vontade em crescer que têm os portadores de necessidades especiais. O que fazemos é dar o aporte necessário para que eles se desenvolvam profissionalmente. Temos pouco mais de 80 colaboradores deste perfil, em diversas áreas de atuação. É pouco, mas vamos fazendo a nossa parte. Também estimulamos práticas de voluntariado, como doação de sangue e de medula – conta Camacam.

Contra as críticas que sugerem uma distância entre as empresas de telefonia e a responsabilidade ambiental, o executivo da Oi argumenta que esse segmento do mercado tem o papel de conscientizar o consumidor sobre o descarte correto dos seus aparelhos de tecnologia:

– Por não poluirmos tal qual uma indústria pesada, imaginam que as operadoras telefônicas têm pouca responsabilidade ambiental. Mas na prática não é isso que ocorre: orientamos nosso consumidor a não descartar seus celulares e chips de maneira irresponsável. Isso é muito nocivo ao meio ambiente – concluiu Camacam, apontando o projeto Oi Novos Brasis como trunfo da operadora em busca do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE), uma das principais meta das companhias brasileiras na área sustentável.