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Rio de Janeiro, 20 de junho de 2024


Economia

"Estar conectado" vira trunfo competitivo

Vítor Afonso - Do Portal

09/08/2012

 Carlos Serra Traço marcante neste início de século, especialmente entre jovens, em grandes cidades, a conectividade assume um papel importante no mercado. Desde que seja sinônimo de melhor informação, ajuda a abrir portas do mundo corporativo, ressaltaram especialistas em RH no segundo dia da Mostra PUC. "Os jovens precisam buscar as melhores informações. Isso faz a diferença para o rendimento na empresa", orientou o diretor de RH da Souza Cruz, Fernando Teixeira, em palestra sobre os caminhos para sucesso profissional.

Aos 30 espectadores reunidos no auditório Padre Anchieta – estudantes, na maioria –, Teixeira explicou a importância de se converter a conectividade em melhor capacitação. Simplesmente "estar conectado", fazer parte de redes sociais, não garante um trunfo competitivo, alertou o diretor: é necessário conectar-se às "melhores informações", não necessariamente encontradas nos meios eletrônicos:

– É fundamental que os jovens leiam cada vez mais coisas sobre o mundo inteiro. No Brasil, há muito acesso à informação, e os jovens devem estar sempre em busca disso. Precisam estar (bem) conectados. Esse é o caminho.

Esta pluralidade se reflete na estratégia de seleção. Teixeira contou que, para reduzir o risco de "contratações ruins", o mundo corporativo tende a valorizar mais a combinação de profissionais de diversas áreas e com uma bagagem de informações extensa:

– É preciso diversidade de informação e pensamentos para que o sucesso seja alcançado.

Manifestação antitabagismo pega carona na palestra

 Carlos Serra Enquanto o especialista lembrava o poder da informação para a trajetória profissional, o fotógrafo Rafael Miranda da Cunha Medina, de 33 anos, dava um recado alheio às orientações corporativas. Durante uma hora, ele estendeu um cartaz com os dizeres “Cigarro mata! E a Souza Cruz?”. Alguns voluntários, que ajudavam na organização da palestra, esborçaram convidá-lo a se retirar, mas foram demovidos da intenção pelo próprio Teixeira.

– O que me motiva é o absurdo de uma empresa com diversas marcas de cigarro vir falar em um evento sustentável – argumentou o militante antitabagista.

O palestrabte aproveitou o episódio para defender a liberdade de expressão:

– Isto é a base da democracia.

Ele disse que nunca havia passado por uma situação deste tipo, mas garantiu não ter ficado  constrangido:

– Nos meus 23 anos de trabalho, é a primeira vez que vivencio uma situação assim. Não vejo problema algum. É bom para um ambiente democrático – finalizou.