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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Campus

Cobertura esportiva deve dosar precisão e velocidade

Patrícia Côrtes - Do Portal

14/05/2012

 Jefferson Barcellos

"A cobertura esportiva mudou com a chegada da internet, que nos ajuda a ficar mais próximos do público jovem, principalmente, e traz velocidade à notícia. Só não podemos ficar focados na rapidez e esquecer da precisão. Entre uma e outra, é sempre melhor escolhermos a precisão". A observação do jornalista Paulo César Vasconcellos, chefe de redação do SporTV, soou como alerta aos estudantes que lotavam a sala 102-k, sexta-feira passada, para acompanhar palestra sobre cobertura olímpica.

Participaram também do encontro o diretor de conteúdo do canal, Raul Costa Jr.; o narrador Luiz Carlos Jr. e o gerente de marketing, Julio Damasceno, gerente de marketing. Eles explicaram aos futuros profissionais os principais atributos para cumprir o desafio de transmitir a maior competição esportiva do mundo, adiantaram o esquema montado para os Jogos de Londres, em junho, e esclareceram aspectos sobre os direitos de transmissão.

À plateia formada, em grande parte, por interessados em seguir carreira na área, o time do SporTV detalhou o que é preciso para entrar numa equipe de jornalismo esportivo de grande porte. Na opinião de Raul Costa Jr., "é necessária, antes de tudo, de muita força de vontade para enfrentar as adversidades". Como a redução do time de enviados, lembrou ele: neste ano, ficou disponível menos da metade das credenciais supostamente necessárias. Os profissionais envolvidos na cobertura terão de dar conta de 1.600 horas de transmissão e 700 "eventos" olímpicos.

– Muita gente quer entrar nesse ramo só porque gosta de futebol. Não é só isso. É preciso conhecimento geral e vontade de cobrir outros esportes, que também movem o canal. Não adianta ser superficial. E ainda é preciso paciência. Lembrem-se que ninguém começa já cobrindo as Olimpíadas. – orientou Costa Jr. aos estudantes.

O canal Sportv acumula já 20 de coberturas olímpicas. Começou em Barcelona (1992), passando por Atlanta, Sydney, Athenas e Pequim. O investimento em tecnologia, observou Paulo César, tem de ser "constante", para acompanhar a velocidade com que o produto "OLimpíada" se expanda na mídia e no mundo dos negócios. Na cobertura dos Jogos de Londres, estão programadas, pela peimeira vez, transmissões em quatro canais de alta definição. Completarão a cobertura o site e as redes sociais (Facebook e Twitter).