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Rio de Janeiro, 22 de maio de 2024


Campus

PUC por Um Dia recebe 7.500 alunos do Ensino Médio

Caroline Hülle, Isabela Castro, Monique Rangel e Patrícia Côrtes - Do Portal

13/04/2012

 Jefferson Barcellos
Cerca de 7.500 mil alunos e 200 professores do Ensino Médio participaram nesta sexta-feira, 13, do PUC Por Um Dia,
para conhecer de perto todos os departamentos, bibliotecas, laboratórios e demais setores da PUC-Rio. A iniciativa tem como objetivos facilitar a escolha das carreiras universitárias, pelo contato direto com diferentes campos do conhecimento; e apresentar a universidade aos estudantes. Foram oferecidas 200 atividades, entre palestras, workshops, visitas guiadas, exibição de filmes, shows, avaliação médica, oficinas e simulações de práticas acadêmicas e profissionais.

– É bom vir aqui porque, muitas vezes, só ouvimos falar das carreiras por alto. Assim, podemos conhecer um pouco mais e tirar dúvidas. Podemos definir melhor o que queremos – afirmou a vestibulanda Olívia Fróes.

A professora Yaeko Okada, coordenadora do Colégio Recanto, do Recreio, Zona Oeste do Rio, participa desde a primeira edição, em 2004. Desta vez, veio acompanhando 80 alunos do 2º ano. Ela explicou que não traz os estudantes da última série, que geralmente já escolheram a carreira.

– O PUC Por Um Dia está em nosso calendário, já faz parte do planejamento de orientação educacional para os alunos – contou Yaeko.

Jornalista, um profissional multimídia

No Departamento de Comunicação, os lugares disponíveis não foram suficientes: de manhã, cerca de 140 estudantes superlotavam as duas salas, em clima de ansiedade. Alguns entravam em uma universidade pela primeira vez, animados pelo que já tinham ouvido falar da PUC – grande receptividade, estrutura e “bom clima”. Todos buscavam informações sobre as profissões que imaginam seguir.

O coordenador de Graduação de Comunicação Social, professor Leonel Aguiar, ministrou a primeira palestra sobre jornalismo, na sala 109 do Edifício Kennedy.

– Hoje, o profissional de jornalismo precisa ser multimídia, ou seja, conhecer um pouco de todos os meios de comunicação: jornal, rádio, televisão, assessorias de imprensa e plataformas web, e saber lidar com suas especificidades” – ensinou.

Para os aspirantes a jornalistas, vindos de diversas escolas, o professor deu uma boa notícia: o mercado está em alta, reflexo do aumento de consumo de informações, principalmente pelas plataformas web. Ele destacou que a grade curricular se divide entre matérias teóricas, que ajudam a formar um pensamento crítico, e outras de laboratório, visando à prática.

– Sempre quis fazer jornalismo, e esta palestra confirmou o que eu tinha em mente – comemorou o estudante Renan Areal, de 17 anos.

Publicidade e Propaganda

A professora Claudia Pereira foi uma das que apresentaram o curso de Publicidade e Propaganda. Após conhecer as possibilidades de atuação no mercado e a grade do curso, a estudante do 3º ano Ana Karla Figueiredo, 17 anos, confirmou a opção para o vestibular. A jovem, que chegou à PUC indecisa entre Publicidade e Psicologia, não tem mais dúvidas:

– Assisti às palestras dos dois cursos para entender melhor o que os profissionais de cada área fazem. A apresentação de Comunicação mostrou que criar peças não é a única opção do publicitário – disse, aliviada, a estudante, que pretende trabalhar com planejamento ou atendimento.

A professora reiterou que a formação na área de humanas do curso na PUC é uma maneira de os alunos buscarem “ideias mais ricas além da própria área”:

– O mercado está em valorização crescente. Principalmente o profissional que está ligado em tudo que acontece – explicou Claudia.

Cinema, produção e leis de incentivo

O mercado cinematográfico e a estrutura do curso de Cinema foram apresentados, também em duas palestras simultâneas, aos alunos do Ensino Médio. O professor Marcelo Taranto falou sobre o papel de leis como a de incentivo e a que obriga as TVs por assinatura a veicular produções brasileiras. Ele destacou a necessidade de experiência em todas as áreas de produção de conteúdo:

– Dominem do texto à edição. Hoje em dia está tudo interligado. A linguagem de cinema absorve até os movimentos de câmera do jornalismo.

Mundo corporativo adiciona a matemática

As quatro questões propostas pela Olimpíada Relâmpago de Matemática, na sala 856 do Edifício Cardeal Leme, exigiram dos 24 alunos participantes raciocínio lógico, ideias criativas e conhecimentos de probabilidade e geometria. Silêncio e concentração ditaram o clima da prova, que premiou, com livros de matemática, os três alunos com mais acertos.

Coordenador da gincana, o professor de matemática Nicolau Saldanha explicou que a proposta é dar aos vestibulandos “um gostinho de que a matemática pode ser menos mecânica”. Ele avalia que os alunos chegam à faculdade com uma “visão incompleta” do curso de matemática:

– É preciso desconstruir a concepção de que o formado em matemática só pode ser pesquisador ou professor. Há uma demanda no mercado financeiro e em multinacionais por profissionais que pensem na matemática não só como ferramenta necessária dos engenheiros, mas como processo a ser desenvolvido e explicado.

Ainda de acordo com Nicolau, as oportunidades para o matemático e o engenheiro, inclusive no mundo corporativo, são descobertas ao longo da graduação. Ele observa que, com a multidisciplinaridade, o aluno pode enxergar melhor os rumos acadêmicos e profissionais.  

Robôs têm dia de pop star
No Laboratório de Robótica, cerca de 40 vestibulandos formaram fila para conhecer o espaço onde são construídos os robôs com os quais a equipe RioBotz participa de competições de combate nacionais e internacionais. Não fossem pelas carcaças de metal e ferramentas espalhadas, a oficina lembraria um palco invadido por fãs atrás de seus ídolos. O local foi apresentado aos estudantes pelo piloto do time, Daniel Zacarias Freitas, e pelo professor Pedro Blois, ambos formados em Engenharia de Controle e Automação na PUC-Rio.  

– A equipe (RioBotz) usa no dia a dia o que é aprendido em sala e engloba várias áreas de conhecimento, como engenharia, design e comunicação – ressaltou Daniel, que encontrará o restante do time na próxima quinta, nos Estados Unidos, onde participarão da Combots, um dos principais torneios do gênero no mundo.

A fama dos universitários que disputam – e vencem – combates entre robôs atraiu dezenas de vestibulandos ao laboratório. As primeiras a chegar, antes das 9h, foram as amigas Mayla Dutra, 17 anos, e Alexia Pimentel, 16, alunas do 3° ano da Cefet de Nova Iguaçu. Acreditam que, descontado o tom futurista dos protótipos, a visita ajuda a encontrar o rumo profissional:

– Viemos decidir qual área seguir, se nanotecnologia, computação ou controle e automação. Além de conhecer os robôs, quero ver como é – empolgou-se Mayla.

A programação se estendeu até o fim da tarde. Cerca de 500 alunos da PUC trabalharam na organização. Em alguns cursos, as quatro horas dedicadas à atividade valem crédito complementar.

Desde 2004, o PUC por Um Dia já reuniu 60 mil alunos e 2 mil professores do Ensino Médio. A coordenadora do PUC por um Dia, Carmen Fagundes, ressaltou a importância da interação entre futuros calouros, professores e veteranos:

– Ensino, pesquisa, inovação e empreendedorismo estão presentes no dia a dia da PUC-Rio, e o contato direto com pesquisadores de diferentes áreas torna o PUC Por Um Dia um evento rico em conteúdo e informação. É uma excelente oportunidade de esclarecimento para alunos que queiram conhecer melhor cada carreira e, assim, se decidirem para o vestibular.