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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Campus

Recantos para fugir do agito universitário

Isabela Castro e Jefferson Barcellos - Do Portal

12/04/2012

 Jefferson Barcellos

Início de período é sinônimo de filas nas lanchonetes e restaurantes, anfiteatro cheio e bancos lotados nos pilotis. Se para os mais sociáveis, a confusão é bem-vinda, os menos festeiros preferem locais mais tranquilos. O Portal apresenta quatro recantos pouco frequentados – desconhecidos até por veteranos – que se revelam perfeitos para descansar entre uma aula e outra, fazer um pequeno lanche ou trabalho em grupo, curtir a natureza, desacelerar. O terraço do edifício IMA, as escadarias do Solar, o pátio interno do IAG e os bancos em frente ao bicicletário se impõem como refúgios urbanos.

Terraço do Edifício IMA

Atrás do Rio Data Centro (RDC) se esconde um edifício moderno, com design inovador e aconchegante. Já no térreo, mesas de madeira sobre o chão de pedrinhas recepcionam os estudantes do Departamento de Artes e Design, que tem o privilégio de ter aula nesse recanto. Pelo lado de fora do prédio, uma escada leva às amplas salas do segundo andar e, subindo mais um lance, conhecemos a tranquilidade do terraço.

Afastado da confusão e envolto por árvores, o espaço ainda tem vista para o Cristo Redentor. Fã do local, a estudante de Design Ana Maria Perales vai desfrutá-lo em todos os intervalos:

– No meu primeiro dia na PUC, tive aula no prédio IMA e, por curiosidade, subi para ver o que tinha em cima. Desde então, venho aqui todos os dias para encontrar meus amigos, terminar trabalhos e lanchar.

Sentado junto com Ana, o também aluno de Design João Carvalho inclui a brisa na lista de atributos do recanto. Um atributo especialmente importante nesses dias típicos de verão:

– Aqui é bem fresco, por causa da natureza. Além disso, os bancos e mesas foram trazidos pelos próprios alunos, é um espaço nosso. Período passado tinha até um balanço preso na árvore – observa o jovem – O único dia em que o terraço enche é às quintas-feiras: as pessoas saem da festa da Vila dos Diretórios e sobem aqui.

Escadarias do Solar

Muito utilizadas como cenário em aulas de fotografia e produção de curtas, as escadarias do Solar Grandjean de Montigny recebem poucos alunos nos horários de descanso. Os 63 degraus, próximos aos pilotis, são um refúgio ideal para intervalos curtos. A estudante de Design Letícia Rocha ressalta a "boa localização", alternativa ao aprazível porém concorrido bosque:

– Gosto daqui, pois é perto da minha sala de aula e bem mais tranquilo do que o bosque. Também acho a arquitetura [do Solar] muito bonita. Remete a um lugar histórico.

Além posição estratégica, o espaço é cotado pela sombra durante quase todo o dia. As árvores ao redor amenizam o calor. O refresco só é interrompido pela visita frequente das formigas.

Pátio interno do IAG

Em meio às salas de aula dos alunos da Escola de Negócios da PUC-Rio (IAG), ergue-se uma grande jaqueira cercada de bancos de madeira. Usada como cenário no filme "Apenas o fim" (2009), de Matheus Souza, o local tornou-se conhecido apesar de poucos saberem onde fica. Além deste espaço, o pátio ainda abriga uma área com mesas e cadeiras, ideal para lanchar ou ler um livro. Mariana Chagas, aluna no 2° período de Administração, trocou a biblioteca pelo estudo mais perto da natureza:

– Ler ao ar livre é mais tranquilo, consigo me concentrar muito bem. Só não é bom quando o sol está muito forte e as mesas na sombra já estão ocupadas – ressalva a estudante.

Bancos em frente ao bicicletário

Em cima do Rio Rainha e de frente para a entrada principal da PUC-Rio, os dois bancos em L ao lado da rampa do edifício Kennedy parecem um oásis no meio da agitação universitária. A estudante de Informática Aline Ribeiro se diverte com a “invisibilidade” do recanto:

– Daqui consigo ver a movimentação do campus e ao mesmo tempo estar escondida e preservada. As pessoas passam tão distraídas que nem me veem.

O também aluno de Informática Magno Augusto escolheu o lugar para ler livros:

– A sombra e o barulho das águas são relaxantes. Gosto vir aqui sozinho, mas acho uma pena que seja tão pequeno.