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Rio de Janeiro, 24 de julho de 2024


Campus

PUC-Rio pede colaboração no combate à dengue

Monalisa Marques - Do Portal

08/09/2011

 Lucas Terra

Com a proximidade do verão, a Prefeitura da PUC-Rio reforçou as iniciativas de combate ao mosquito da dengue no campus, e lembra que a participação da comunidade é fundamental para a prevenção da doença. O Rio de Janeiro e mais nove estados do país correm alto risco de uma nova epidemia de dengue no início de 2012, de acordo com o Ministério da Saúde, o que levou o prefeito Eduardo Paes a decretar estado de alerta no município. Segundo a supervisora de Serviços Gerais da PUC-Rio, Silvia Murtinho, há cinco anos a Prefeitura do Campus comanda ações de prevenção, realizadas durante todo o ano.

– Nossa preocupação é constante. Já fazemos tudo o que é possível para combater possíveis focos do mosquito.

A pesquisa do ministério levou em conta, além da incidência de casos nessas regiões, a cobertura de esgoto e a situação da coleta de lixo. O lixo é também um grande inimigo dos agentes na PUC. Em dias alternados, a equipe de jardineiros vasculha todos os canteiros e jardins, recolhendo objetos que possam acumular água.

– Nosso desafio principal é a falta de consciência das pessoas que insistem em poluir. É muito desgastante. Dá para notar que, além de preguiçosas, elas têm vergonha por estar jogando lixo em local inapropriado. O resultado: elas escondem o lixo nos cantinhos entre uma planta e outra.

Em toda a extensão do campus, os bambus cortados são vedados com uma mistura de cimento e areia, que impede o acúmulo de água; em locais onde o acúmulo é inevitável, o tratamento é feito com larvicida ou creolina a cada sete dias. Como a universidade é emoldurada pela Mata Atlântica, o fumacê, um dos recursos mais populares, não é adotado. O prefeito da universidade, Eduardo Lacourt, explica que, por mais eficaz que seja no combate aos mosquitos, o fumacê não tem efeito sobre as larvas:

– O fumacê só é usado em último caso, devido ao risco de causar desequilíbrio ambiental. O veneno mata o mosquito, mas também mata seus predadores naturais, como gafanhotos e joaninhas. O ciclo de vida desses predadores é bem maior que o do mosquito, cuja vida dura cerca de 30 dias apenas.

De acordo com comunicado emitido pelo coordenador do Serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho da PUC-Rio, Álvaro Rodrigues, a Prefeitura mantém contato com os agentes vinculados à Comlurb que visitam o campus, diariamente, para colher amostras.

A Prefeitura do Rio teme que seja a pior epidemia da história da cidade, e anunciou a duplicação do número de agentes de Vigilância em Saúde e o aumento dos polos de atendimento e de hidratação, além da compra de novos carros e equipamentos. O custo do programa de prevenção e combate à dengue será de R$ 42 milhões até abril, segundo o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann.