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Rio de Janeiro, 21 de julho de 2024


Campus

Ccesp renova oferta e preparação para estágios

Mariana Alvim - Do Portal

12/09/2011

 Lucas Terra

Uma Mostra PUC renovada em 2012 e um sistema de ponta para a oferta de estágios estão entre os próximos projetos da Coordenação Central de Estágios e Serviços Profissionais (Ccesp). O núcleo é dirigido há três meses por André Lacombe, professor do Departamento de Administração, que assumiu a coordenação após a morte do professor Luis Cesar Tardin, em março. Lacombe tem a missão de liderar muitas mudanças. Entre elas está a própria divulgação do trabalho da Ccesp e a atualização de um dos carros-chefe da central: o banco de currículos, que é disponibilizado para cerca de 1.200 empresas conveniadas e hoje conta com 31 mil cadastros de alunos.

Portal PUC-Rio Digital: Quais são os principais desafios para a Ccesp?

André Lacombe: Constatei que o nome Ccesp não é muito conhecido. Embora tenhamos 4.500 contratos assinados por ano, fora aqueles que estão em curso, pelo menos metade de um alunato com 13 mil alunos não conhece o órgão. Talvez o conheçam como Central de Estágio, mas, mesmo assim, é um nome pouco conhecido. Por isso, vamos fazer uma  campanha, que terá três momentos, no conceito de teaser. Na primeira fase, ela trará imagens e frases que não terão uma clareza imediata, para despertar a curiosidade nos alunos. Imaginamos que haverá um zum zum zum, as pessoas vão se perguntar: “O que é isso?”. Num segundo momento, vai aparecer a marca da Ccesp, ou a marca do Unicom (projeto social da Ccesp). Nesta fase, ainda não ficará totalmente esclarecido o que é Ccesp. No terceiro momento, tudo será explicado, o que é a central, onde fica etc. Nossa vontade é ter os currículos atualizados dos alunos.

Portal: Essas campanhas já têm data de lançamento prevista?

Lacombe: Ainda não. Ainda vamos definir, com a ajuda do Comunicar (que cuida dos projetos de comunicação da universidade), os tipos de mídia usados e outros detalhes.

Portal: Quantas empresas são conveniadas à Ccesp?

Lacombe: Até o final de julho, eram 1.150. Porém, todo dia assino um contrato novo, então hoje devemos ter umas 1.200 empresas conveniadas.

Portal: Quantos alunos são cadastrados no banco de currículos?

Lacombe: São 31 mil. Claro que este número não envolve só a graduação, pois a PUC tem mais ou menos 13 mil alunos. Nesse número estão incluídos ex-alunos. Queremos um layout novo, informações sobre as preferências dos estudantes etc. Vamos dar uma rebuscada, pois alguns empresários nos disseram que informações mais específicas ajudam no processo seletivo da empresa.

Portal: Quais são os trabalhos realizados pela Ccesp dentro da PUC?

Lacombe: Um trabalho de grande relevância que a Ccesp promove, mas não executa é um trabalho feito pela MB Carreiras, uma empresa incubada pelo Instituto Gênesis e que pertence a um ex-aluno da PUC. Ela oferece uma preparação para os alunos que querem se candidatar a processos seletivos, além de instruir sobre como estruturar seu currículo, como se portar em uma entrevista, em uma dinâmica em grupo etc. Outro serviço também interessante promovido pela Ccesp é uma parceria com a professora Sandra Korman, do Departamento de Comunicação Social. Ela tem um trabalho de orientação de carreira em que se discute quais são as expectativas do aluno sobre seu futuro profissional, o que o mercado de trabalho valoriza em um empregado etc. Muitos alunos não sabem responder a essas perguntas e acabam descobrindo tardiamente que escolheram um curso não ideal para si. Outros começam a perceber que sua vocação não corresponde ao que estudam. Tem também a Mostra PUC, o maior evento estudantil para captação de recursos no Brasil. Sem dúvidas é uma referência. Muitos representantes de empresas me dizem que se inspiram na Mostra PUC sempre que organizam um evento estudantil. Mas, este ano, a Mostra não vai ocorrer.

 Lucas Terra  Portal: Por quê?

Lacombe: Houve muitas mudanças. A primeira delas foi obviamente a morte repentina do Tardin, que era o homem por trás disso desde o início do projeto, há 15 anos. Muitos estagiários com experiência na organização da Mostra saíram, temos um novo reitor (o padre Josafá Siqueira assumiu o cargo em julho de 2010), o vice-reitor de Desenvolvimento é novo na PUC também... É uma organização complexa, demora quase um ano para ser planejada. Tem o cadastramento das empresas, as formas de pagamento, instalação elétrica, piso, cobertura, autorização das prefeituras da PUC e do Rio, a comunicação etc. É um evento com muita repercussão, muito esperado por centenas de empresas. Foi estimado que quase 100 mil pessoas passam pela universidade na semana da Mostra PUC. A parte de comunicação do evento nas ruas da cidade é visível para milhões de pessoas. Então, por precaução, é melhor não arriscar que um evento com estas proporções dê errado.

Portal: A Mostra PUC volta em 2012?

Lacombe: Sim, sim, ela deve voltar. E ela terá novidades.

Portal: E há outros projetos para o futuro?

Lacombe: Há um projeto que talvez transforme o serviço de apoio ao estágio da PUC no mais moderno do Brasil. É uma tecnologia usada em outros lugares do mundo, uma tecnologia premiadíssima, adotada por grandes empresas para outros fins, que estamos adaptando para um programa de estágio. Estou confiante que, uma vez implantada, ela trará grandes benefícios para alunos e ex-alunos. Mas, para funcionar bem, precisamos muito dessa campanha pela atualização do currículo de alunos. Espero que seja disponibilizado até o fim do ano.

Portal: A Ccesp mantém projetos fora da PUC?

Lacombe: Temos uma iniciativa social baseada no voluntariado, o Unicom, que faz o vínculo da universidade com as comunidades. Hoje temos inserções em Senador Camará, com serviços odontológicos e médicos; em Acari, de atendimento psicológico e apoio escolar, que está sendo revigorado; no Parque da Cidade, na Gávea, onde temos 50 crianças fazendo balé. Lá, temos também psicólogas conversando com senhoras da região; e por fim, na Rocinha, uma unidade mais específica, com um grupo de psicólogas que ajudam adolescentes grávidas. Há uma outra iniciativa, criada pelo professor Tardin, chamada “Baía Nossa de Guanabara”. Ela está estacionada, mas ainda está viva. Envolve escolas municipais e estaduais e inclui na agenda escolar das crianças a Baía de Guanabara na perspectiva da história, da geografia e do meio ambiente. Estamos buscando apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, em que empresas ajudariam o projeto em troca de benefícios fiscais.

Portal: O senhor assumiu a coordenação da Ccesp há três meses. Está satisfeito com a nova função?

Lacombe: Eu sou um filho da PUC, trabalho na universidade há 16 anos, e só havia vindo na Ccesp duas vezes, portanto eu mesmo não conhecia tanto a instituição. Fui indicado para assumir o cargo e aceitei por lealdade à PUC. É um desafio interessante e diferente.