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PUC-Rio

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Rio de Janeiro, 27 de julho de 2017


Meio Ambiente

Fórum se encerra propondo parceria com cidadão comum

Caio Fiusa - Do Portal

18/06/2012

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, destacou a colaboração da ciência e da tecnologia, propondo mudanças mais profundas, no encerramento do fórum organizado pelo International Council for Science (ICSU) na PUC-Rio, que reuniu centenas de cientistas de todo o mundo ao longo de uma semana (de 11 a 15 de junho) a fim apontar soluções eficientes para o desenvolvimento sustentável do planeta. A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o vice-presidente de Desenvolvimento Organizacional da Natura, Marcelo Cardoso, o secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Fábio Feldmann, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, fizeram um balanço dos trabalhos no encontro final, na tarde de sexta-feira. 

A bioquímica Helena Nader aproveitou a oportunidade para fazer um alerta:

– Devemos somar a educação a essa discussão a respeito de ciência, tecnologia e inovação, para termos um quadro geral de sustentabilidade global. Se investirmos apenas em um desses fatores, não chegaremos ao desenvolvimento sustentável.

O executivo Marcelo Cardoso falou sobre a importância da biodiversidade brasileira para o mundo, lembrando que a Amazônia é fonte dos principais recursos naturais utilizados pela empresa de cosméticos:

– Nós temos um projeto na Amazônia. Ela pode ser o nosso Vale do Silício, e com isso podemos criar uma estrutura constitucional para atrair capitais.

Uma das principais preocupações demonstradas pelos pesquisadores é o alto nível de consumo dos países desenvolvidos, agravado pelo ritmo de crescimento dos países em desenvolvimento, com a utilização em larga escala de combustíveis fósseis:

– A expectativa dos países emergentes é atingir a prosperidade contínua com inclusão social sem afetar o ambiente. Isso os difere dos países desenvolvidos no século XX – afirmou Glaucius Oliva, do CNPq, ressaltando a necessidade de participação da sociedade na adoção de novas práticas.

Feldmann também destacou o papel da sociedade para que os projetos saiam do papel e se tornem realidade: 

– Precisamos falar não só de governo, mas de liderança governamental. A sociedade civil e a comunidade científica têm uma função a desempenhar, estabelecendo alguns links com os tomadores de decisão.