Projeto Comunicar
PUC-Rio

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Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2017


Ciência e Tecnologia

Tecnologia por trás das câmeras é celeiro de oportunidades

João Pedroso de Campos - Do Portal

12/08/2012

A tecnologia envolvida nos processos de comunicação e entretenimento foi tema de palestra da XV Mostra PUC, na última quinta-feira. O diretor da área de Engenharia de Projetos da TV Globo, Paulo Rabello, mostrou às mais de 80 pessoas presentes no auditório do RDC algumas das tecnologias para levar ao ar uma das maiores emissoras de televisão do mundo. Rabello destacou a complexidade desses processos e antecipou as próximas tendências e evoluções nas transmissões das organizações Globo, tanto na TV quanto na internet. Ele também deu dicas aos estudantes de engenharia quanto ao mercado de trabalho.

Para Paulo Rabello, inovação tecnológica e atuação multiplataforma são essenciais à atração de cotas publicitárias, os recursos que mantêm uma emissora e aumentam sua produtividade.

– É óbvio que a TV ainda concentra as maiores cotas publicitárias: são R$ 18 bilhões para o alcance de 80 milhões de pessoas por dia. Somos a segunda maior do mundo.  Mas a internet vem crescendo muito, já representa 1,5 bilhão de reais, e vemos isso como uma tendência. Quem está nesse ramo tem, cada vez mais, que expandir as plataformas – afirmou o diretor da Globo.

Para os próximos anos, os desafios às engenharias dos grupos de comunicação partem do encurtamento dos ciclos tecnológicos. Isso engloba melhoria na condição das transmissões e maiores comodidade e mobilidade ao consumidor de informação e entretenimento. Vídeos On Demand e investimentos na qualidade do sinal da emissora estão em pauta, segundo o engenheiro.

– Alta definição é coisa do passado. Na Globo, estamos testando as tecnologias de definição 4k e 8k, até hoje utilizadas apenas nas telas gigantes de cinemas. Queremos adaptá-las aos nossos equipamentos e produtos em sete ou oito anos. Outra aposta é a na mobilidade: o Brasil só é batido pelo Japão nessa área. Qualquer um pode assistir à programação dentro de um ônibus, por exemplo, no seu celular ou smartphone. A intenção é melhorar a qualidade desses acessos.

Rabello também apontou a base para o sucesso nestes desafios: a interação sólida entre as empresas e as universidades de engenharia, cada vez mais requisitadas. Ele enumerou todas as áreas da profissão utilizadas pela emissora e mensurou as oportunidades aos jovens engenheiros nesse filo do mercado de trabalho.

– Por ser uma empresa de comunicação e entretenimento, poucos veem quanta engenharia há por trás das câmeras da Rede Globo. Abrangemos muitas áreas da engenharia: computação, de controle e automação, elétrica, eletrônica, mecânica, de produção e de telecomunicações. Ao jovem que se identifique com a empresa, digo que estamos sempre à procura de talentos. Demandamos e absorvemos muita mão de obra. O mercado está muito aquecido. As empresas “brigam a tapa” pelos melhores profissionais. – brincou ele.

O palestrante expôs o que o mercado da engenharia televisiva espera dos profissionais: direcionar a tecnologia para os produtos e processos produtivos.  

– Trabalhando nesse nicho, seja qual for sua área, o engenheiro deve garantir diferenciação e padrão de qualidade ao produto através do direcionamento tecnológico. Passa por ele até mesmo desenvolver novos modelos de negócio que captem os recursos necessários às inovações – aconselhou Rabello.