Projeto Comunicar
PUC-Rio

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram

Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2017


Ciência e Tecnologia

Nanotecnologia é esperança para conter vazamentos

Caio Lima - Do Portal

06/12/2011

 Ligia Lopes

Expostos quinta-feira passada nos pilotis do prédio Cardeal Leme, os trabalhos dos alunos da disciplina Introdução à Engenhariao chamavam a atenção pelo apelo inventivo e pelo sentido prático. Boa parte deles parecia já dialogar com o cotidiano e com o mercado. Caso do projeto Cidade Sustentável com Apoio da Nanotecnologia, uma esperança para reduzir a extensão de vazamentos como o da petrolífera Chevron Brasil, na Bacia de Campos, iniciado no ínício do mês passado. Os estudantes usaram ferro fluido (nanopartícula ferro-magnética) para simular uma solução a problemas do gênereo:

– A substância, em contato com um eletroímã, seria jogada ao mar como uma espécie de uma âncora, que atrairia o petróleo vazado na costa. E mais: não só limparia o oceano como o petróleo poderia ser reaproveitado – explica, orgulhoso, Victor Barbosa, um dos criadores do projeto.

 Ligia Lopes  Outra experiência que impressionava na "cidade nanosustentável era uma placa para armazenar a luz solar. “Feita também de nanopartículas, essa placa poderia ser colocada sobre os postos de luz da cidade. À noite, as luzes se acenderiam com a energia ali armazenada, economizando energia elétrica”, justifica João Gabriel Gutierrez, outro participante.

A exemplo da nanotecnologia, engenhos de computação também atraíam os olhares dos que  acompanhavam a exposição, entre estudantes, professores, familiares e curiosos. Por meio de "roupas inteligentes", tais recursos possibilitavam, por exemplo, a direção de carrinhos com o movimento do corpo.

– Os chips fazem parte da roupa. Eles "percebem" o movimento do corpo e controlam o carrinho, que também leva um chip. Poderíamos dizer que 99% dos microchips existentes hoje no mundo não estão em computador. Existem novas interfaces para utilizá-los. Aqui usamos o protótipo com costuras – explica o professor do Departamento de Informática Hugo Fuks, coordenador do projeto.

Igualmente inovadores, e promissores, outros ensaios reforçaram o uso da tecnologia como um caminho para a sustabilidade. Por exemplo, a "refinaria verde" dos alunos de Engenharia Química; os diferentes tipos de pontes urbanas, dos estudantes de Civil; e a extração simulada dos alunos de Engenharia de Petróleo.