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Rio de Janeiro, 20 de agosto de 2017


Ciência e Tecnologia

"Mídias sociais criaram o compartilhador de opinião"

Sofia Miranda - Do Portal

17/11/2011

 Sofia Miranda

De cada hora na internet, os brasileiros passam em média 13 minutos nas redes sociais. A influência das mídias sociais nos negócios e a importância da interação de empresas com a internet foram o foco do gerente de produto da Globo.com, Marcos Garrido, em palestra no auditório do IAG da PUC-Rio, no último dia 9.

– Treze minutos em cada hora é muita coisa. O Facebook e o Twitter podem ser muito bem utilizados para a interação das empresas com seus clientes – destacou, acrescentando que, no resto do tempo, as pessoas entram em portais, jogam, acessam blogs.

Responsável pela área de plataformas sociais da Globo.com, que cria formas de interação com os usuários, Marcos apontou as diferenças entre as mídias tradicionais, como rádio e televisão, e as mídias sociais.

– Nas mídias tradicionais não há um feedback instantâneo, ou seja, o receptor não pode dar um retorno imediato para o rádio ou para a televisão. Já nas mídias sociais, como o Facebook e o Twitter, é o cliente que comanda o show. Ele vira o produtor de conteúdos, fala do que gosta e do que não gosta. Sai o formador de opinião e entra o compartilhador de opinião – explicou, acrescentando: – Além disso, a credibilidade da internet é maior: 70% das pessoas confiam nela na hora de avaliar e comprar produtos, enquanto 62% confiam na televisão, 61% nos jornais e 59% nas revistas. Mesmo que uma empresa não esteja nas redes sociais, seus clientes estão, e estão falando sobre seus produtos. Eles podem falar bem, mas também podem falar mal. Um conteúdo compartilhado no Facebook tem um potencial de alcance muito grande e rápido. As empresas têm que saber tirar proveito disso – aconselhou.

Sobre o poder de alcance da internet, o especialista lembrou quanto tempo cada mídia demorou para atingir 50 milhões de usuários: o rádio levou 38 anos; a televisão levou 13 anos e a internet, quatro anos. Já o Facebook, criado em 2006, levou apenas oito meses para atingir este número e hoje tem mais de 800 milhões de usuários.

Marcos, que se define como um "viciado" em redes sociais, as considera ainda excelentes ferramentas de relacionamento.

– Muitas pessoas ainda têm um bloqueio em relação à internet. Eu estou sempre conectado. Já olhei umas cinco vezes meu iPhone só nesse tempo.