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Rio de Janeiro, 23 de junho de 2017


Campus

Rio 450: mostra nos pilotis passeia pela carioquice

Andressa Pessanha - aplicativo - Do Portal

22/05/2015

 Andressa Pessanha

A PUC-Rio amanheceu mais carioca. Em homenagem aos 450 anos da cidade, trabalhos realizados por alunos de Laboratório de Publicidade ganham os pilotis até a próxima sexta-feira. Instalações, fotos, vídeos, jogos, maquetes e até barraca com frutas representativas do dia a dia de quem circula pelo Rio compõem o cardápio variado da iniciativa organizada pelos professores Cristina Bravo e Marcos Barbato. Com o sugestivo nome de DNA carioca, a mostra faz alusão a traços genéticos como o Circo Voador, o Rock in Rio e as novelas de Manoel Carlos, ambientadas entre o calçadão e o subúrbio. Mas também expõe críticas sociais, aponta caminhos para a melhor convivência e para valorizar os moradores “invisíveis”, porém importantes na história e nas histórias cultivadas nestes quatro séculos e meio da cidade, como observa Cristina:

– A ideia do projeto é trazer tópicos interessantes aos olhos de toda a sociedade. Nestes cinco anos, tivemos a comemoração dos 60 anos do curso de Comunicação da PUC-Rio, cujo valor extrapola a universidade; a exposição sobre a Juventude, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em 2013; a exposição A Bola (leia e ouça mais), no ano da Copa do Mundo no Brasil. Então, como não falar do aniversário de uma cidade que representa o Brasil tanto dentro quanto fora do país? Falar do Rio é treinar o olhar para perceber e valorizar a imensa contribuição da cidade para ao país.

Nos pilotis da ala Kennedy do Edifício da Amizade, é possível saber um pouco mais sobre carnaval, praias, frutas tropicais, cinema carioca e a importância do grafite para a cidade. Além de conhecer os diversos lados do Rio, o visitante pode se distrair com o jogo de memória Com os pés no Rio e atrações visuais como os guarda-sóis, os projetos para as Olimpíadas 2016 e fotos de atividades praianas como o futevôlei.

Veja fotogaleria da exposição

Andressa Pessanha  Mas o estande que mais chamou atenção dos visitantes neste primeiro dia foi o dedicado à música, com áudios recuperados da Rádio Cidade, e outro com história e fotos de músicos como Cazuza e Rita Lee. Aluna do 8º período de Direito, Yanaê Saldanha ressaltou os diversos estilos musicais que a cidade abrange, mesmo tendo a bossa nova como sua identidade:

– Apesar de a gente ter a bossa nova, nós somos muito democráticos em relação à música, pois gostamos de tudo. Em São Paulo, o pessoal prefere mais o sertanejo; no Norte, a onda Calypso, entre outros. Eu amei a parte musical da exposição. No estande com a foto dos artistas, eu estava tentando ver de qual gosto mais.

Enquanto Yanaê se concentrava na sua escolha, muitos estavam atentos à sequência de entrevistas com personalidades sobre o Rock in Rio, exibida na TV ao lado direito. A próxima edição do festival ocorrerá de 18 a 20 e de 24 a 27 de setembro. A ideia chamou a atenção de Nicole Ferraz, aluna do 8º de Publicidade:

– Estou achando bem interessante a exposição deste ano. Pegou o Rock in Rio, que foge dos estereótipos da cidade. É um tema interessante que pertence ao Rio de Janeiro, mas não é algo óbvio. Gosto bastante de música, por isso achei muito legal explorarem dessa forma.

Cenário de belezas com críticas sociais

Além das atrações visuais voltadas para a cultura, é possível repensar críticas sociais com o mural “Imagina Rio”. Nele são apontadas propostas de transformação social que podem ser integradas à música e à pintura, assim como soluções para melhor acesso à educação. O intercambista de Economia Jeane Pierre Grandez aprovou:

– Nesta exposição dá para ter o ponto de vista das pessoas do Rio, e acabei aprendendo mais sobre a cidade. Achei muito interessante. Das propostas para a cidade, algumas são muito legais e devem ser discutidas de verdade.

A mobilização sociocultural, como ressalta o professor Barbato, é iniciativa dos alunos responsáveis pela exposição, que até a última hora foram desafiados:

– O projeto da mobilidade, com as bicicletas, precisou ser reelaborado depois do assassinato do ciclista ocorrido na Lagoa. Para se tornar algo crítico e interessante, os meninos repensaram o projeto inteiro de quinta-feira para cá, sem desconstruir o projeto original. A atualidade dos assuntos tem impacto, sobretudo, na motivação dos alunos. O ambiente acadêmico é um local de pensar – exemplifica Barbato.