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Rio de Janeiro, 28 de abril de 2017


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Economista André Urani morre de câncer no Rio

Gabriela Caesar - Do Portal

14/12/2011

 Arquivo do Portal

O economista André Urani morreu, nesta quarta-feira, aos 51 anos, vítima de câncer no estômago. Formado pela PUC-Rio (leia o perfil dele na série em homenagem aos 70 anos da universidade), Urani era fundador e presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets). Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, e deixou três filhos. A cremação será às 15h desta quinta, no Cemitério do Caju, Zona Portuária da cidade.

Nascido em Turim, na Itália, e naturalizado brasileiro, Urani foi secretário municipal de Trabalho e escreveu uma série de estudos e livros sobre a economia e a sustentabilidade no Rio. Com mestrado pela PUC-Rio, concluído em 1987, e doutorado pelo Delta, em Paris (1992), também foi presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Econômico e de Trabalho do Rio de Janeiro; membro do conselho de administração da Brasil Telecom (BrT); consultor de organismos internacionais como o Banco Mundial; e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Manuel Thedim, diretor executivo do Iets, lembra a iniciativa do grupo de que ele e Urani fizeram parte para fundar o instituto:

– A ideia era juntar pessoas com interesses em estudar e propor políticas públicas para repensar o desenvolvimento e diminuir a pobreza e a desigualdade. Era um espaço neutro para as pessoas se encontrarem com regularidade.

As pesquisas no Iets resultaram no livro “Trilhas para o Rio” (Elsevier Editora, 2008,  230 páginas, R$ 69) e complementaram os conhecimentos de Urani para lhe credenciar como grande conhecedor da cidade. Três anos antes, o economista já tinha assinado “Investimento privado e desenvolvimento” (Editora Senac, 2005, 135 páginas, R$ 43). Neste ano, Urani organizou, com o economista Fabio Giambiagi, o livro “Rio – A hora da virada” (Editoras Elsevier e Campus, 304 páginas, R$ 58), que reúne textos de 32 autores sobre avanços e desafios da cidade com a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.

O também economista Tony Piccolo, diretor do Instituto Amai-vos, que tinha Urani como colaborador, lamentou a morte do amigo desde os tempos de faculdade na PUC-Rio:

– André era um grande amigo, um sujeito maravilhoso, ético, focado no Rio. É uma grande perda.