Projeto Comunicar
PUC-Rio

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Rio de Janeiro, 18 de outubro de 2017


Revista Eclética nº 11 completa

Leonardo Fonseca e Graciana Martins - Da sala de aula


 Nos últimos anos, as bancas de jornais cresceram ­ algumas parecem verdadeiros shoppings de informação - e se tornaram extremamente sedutoras; principalmente para aqueles que, contrariando o comodismo de início de terceiro milênio, ainda vão ali todas as manhãs comprar seu jornal pessoalmente. Lá chegando vão encontrar, na sua grande maioria, jornais e revistas cada vez mais segmentados, que tentam atingir públicos supostamente interessados em assuntos cada vez mais específicos.

Se o direcionamento e a segmentação da informação podem ser encarados como algumas das consequencias mercadológicas da "globalização", curiosamente ela também nos faz refletir sobre a máxima "pense globalmente e aja localmente". Ou seja, quanta mais o sistema global de informação se expande como um grande negócio, mais ele permite que eu tome conhecimento daquilo que mais me interessa diretamente. Mas o que fazer quando não temos qualquer acesso aquilo que, ao menos teoricamente, deveria nos interessar?

Com essas questões em mente, entre muitas outras, alunos e professor, durante as aulas da cadeira de edição em Jomal, Rádio e Televisão do curso de Comunicação Social da PUC-Rio, no segundo semestre de 2000, debateram sobre diversos aspectos do jornalismo na atualidade e perceberam ­ sem ser necessária nenhuma investigação profunda para se chegar a essa conclusão, infelizmente - que as diversas questões economicas, politicas e culturais que envolvem os países situados no assim chamada América Latina praticamente não tem espaco nos principais veiculos de informação jornalistica no Brasil.

Nós, brasileiros, rejeitamos o fato de que não somos europeus nem norte-americanos, mas latinos. E que a historia do Chile, Venezuela, Paraguai, Argentina, Colômbia, Cuba, Mexico etc. também faz parte de nossa história. Conhecer um pouco mais sobre as idéias e a trajetória politica do lider revolucionario das Américas, Simon Bolivar é, por exemplo, conhecer um pouco mais sobre o nosso passado e a nossa realidade.

Por isso, resolvemos dedicar esta edição da Eclética a nossos vizinhos e a nos mesmos, que também fazemos parte daquela América onde Estados Unidos e Canada não estão incluidos. Afinal, qual seria a função de uma revista criada e produzida na universidade se ela não fosse capaz de nos oferecer aquilo que, de maneira geral, a midia comercial não nos oferece?
Como é tradição, Eclética abre entrevistando um convidado, a professora Sonia de Camargo, que discute o tema Mercosul, hoje a maior esperança de se reforçar o vinculo que une os paises latinos. A historia de Simon Bolivar vem a seguir. Pouco conhecido no Brasil, Bolivar é um heroi cujos ideais permanecem atuais. Defensor de um unico país para toda a América Latina, ele acreditava na união entre os povos para escapar do jugo do colonizador europeu. Em sequencia, tratamos do tema que nos motivou a produzir este número: a ausência de notícias sobre a America Latina no jornalismo brasileiro.

Sob perspectivas diferentes, Chile, Argentina, Mexico e Cuba, paises unidos pela mesma lingua mas com características tão fascinantes quanta peculiares, são redescobertos em artigos distintos.


Duas questões atuais: a disputa pelo controle da Amazonia e o chamado Plano Colômbia, caracterizam-se pela polemica que trazem em torno de questões estratégicas das relações internacionais. Questões que interessam não apenas ao Brasil e a Colômbia, diretamente, mas que se transformaram em pontos nevrálgicos de segurança mundial.

Recentemente, os EUA tem pressionado para que a região amazônica seja declarada "Patrimonio da Humanidade". Com o argumento do suposto bem do planeta, os EUA passariam a ter o poder de intervir diretamente no destino dessa região que possui grande valor ambiental, mas que, ao mesmo tempo, os paises que a compoem enfrentam enormes dificuldades econômicas e politicas. Dai, o Plano Colombia, outra iniciativa americana no continente sul-americano, preocupar a muitos especialistas em geopolitica. Teme-se que guerrilheiros e narcotraficantes colombianos se refugiem em outros paises, inclusive no Brasil, aproveitando-se do precário sistema de segurança existente hoje protegendo as fronteiras nacionais.


Jorge Luis Borges, um dos maiores escritores nascidos ao sul do equador - e quiçá do mundo - fecha com a pompa que esta edição merece. Com muito orgulho, falamos um pouco da vida deste argentino que maravilhou a todos com a sua arte. Dono de um texto magnifico, Eclética homenageia Borges com um artigo que procura estar a sua altura. Em poucas páginas, a matéria justifica nossa preocupação em valorizar o que há de melhor na cultura latina. Mais do que isso, torna simples e lógica nossa proposta

ecletica nº 11 completa.pdf

Mercosul

- Da sala de aula

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O sonho da pátria americana.

- Da sala de aula

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Las cucarachas

- Da sala de aula

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Cientistas do caos

- Da sala de aula

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Tango, samba e malandragem

- Da sala de aula

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Era uma vez Amazõnia, a mais linda floresta

- Da sala de aula

6 - era uma vez amazõnia, a mais linda floresta.pdf

Plano Colômbia

- Da sala de aula

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México: arte e revolução

- Da sala de aula

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Vende-se el mito de Che por U.S. dollars only

- Da sala de aula

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Cuba e o grande muro construído pelo vizinho

- Da sala de aula

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Te usurparé tu corazón

- Da sala de aula

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Borges

- Da sala de aula

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